A diplomata brasileira Maria Nazareth Farani Azevedo e o ex-deputado federal Jean Wyllys acabaram protagonizando um bate-boca nesta sexta-feira (15) durante um debate na sede europeia da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça. A embaixadora chegou a deixar o local irritada com as declarações do ex-parlamentar contra o Governo de Jair Bolsonaro.

De acordo com as informações do jornalista Jamil Chade, do UOL, a diplomata brasileira não quis ouvir as respostas de Wyllys na mesa de discussão.

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Ele divulgou o "barraco" através de sua conta do Twitter.

O ex-parlamentar, que saiu do Brasil após supostas ameaças contra ele e sua família, afirmou que a postura da embaixadora é antidemocrática. Além disso, Jean Wyllys acusou a família de Bolsonaro de estar envolvida com milicianos que teriam matado a vereadora Marielle Franco.

Farani saiu da sala revoltada e gritando que a presença do ex-deputado naquela reunião estava envergonhando o Brasil.

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Jean Wyllys rebateu e disse para ela aguardar a resposta dele. O ex-parlamentar também insinuou que a presença dele no encontro da ONU amedrontava a embaixadora e o próprio governo brasileiro.

Jean Wyllys foi convidado para debater sobre o populismo no mundo.

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Governo

Aproveitando-se desse espaço, ele criticou o governo brasileiro usando como exemplo a morte de Marielle Franco. Segundo Wyllys, o Brasil está rodeado de autoritarismo e grupos estão sendo difamados e culpados pelos problemas econômicos.

A embaixadora repudiou as declarações do ex-deputado e disse que Bolsonaro não abandonou o Brasil, mesmo diante de uma tentativa de assassinato. Ela enalteceu o governo brasileiro e afirmou que não é uma organização criminosa.

Confusão

Conforme informou a Folha de S.Paulo, a confusão começou quando a embaixadora dirigiu uma pergunta ao ex-parlamentar. Ela se levanta como se fosse embora e o mediador pergunta se a diplomata não gostaria de ouvir a resposta de Jean Wyllys. Farani disse que ouviria a resposta dele se ela tivesse oportunidade de fazer uma tréplica. O mediador responde que as coisas não funcionam assim lá na reunião.

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Indignada, a diplomata abandona o local.

Jean Wyllys pressiona para que ela ouça a resposta dele. Farani diz que o ex-parlamentar só causa vergonha ao Brasil. Wyllys pede então para ela respeitar o momento dele falar.

O ex-parlamentar diz que é importante que cada pessoa cuspa no rosto de quem faz tortura. Vale ressaltar que o Wyllys protagonizou um episódio polêmico na Câmara ao cuspir no rosto de Jair Bolsonaro durante votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

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