A partir desta quinta-feira, 21 de março, o inquérito que investiga ataques e fake news (notícias falsas) contra Supremo Tribunal Federal (STF) começa a ser apurado através de ação nas ruas. A equipe responsável por investigar o caso irá realizar as primeiras medidas necessárias.

Segundo informações do portal "Folha de S.Paulo", duas pessoas foram identificadas por agir através de redes sociais contra membros da Corte.

A ação da Polícia será para retirar do ar contas de redes sociais e também fazer o recolhimento de aparelhos e computadores dos responsáveis por essas redes sociais.

Os dois identificados no caso são um guarda civil metropolitano e também um advogado. Eles são suspeitos de estarem por trás da ação que visa uma onda de ataques contra ministros. Segundo o portal "O Antagonista", a Polícia Federal cumpre mandatos de busca e apreensão na casa dos suspeitos, nos estados de São Paulo e de Alagoas.

O ministro Alexandre de Moraes foi escolhido para assumir o comando do inquérito instaurado pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli. Conforme pessoas que acompanham o caso, logo após o inquérito ser posto para ação, foi observado que o número de ataques contra ministros diminuiu.

O objetivo visa eliminar mensagens consideradas ofensivas pelo Supremo que envolvem tanto pessoas da sociedade quanto parlamentares e procuradores da Operação Lava Jato.

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Governo

Supremo mirou procuradores e também é alvo de CPI

Os procuradores Deltan Dallagnol e Diogo Castor de Mattos são alvos da apuração do Supremo, ambos atuam nas investigações da Operação Lava Jato.

Por outro lado, no Senado Federal ocorre a tentativa de colocar em apuração a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) batizada de Lava Toga. O objetivo da CPI é mirar ministros da Corte e tribunais superiores observando excessos em decisões.

Nesta última quarta (20), parlamentares enviaram para o Senado a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que visa estabelecer o mandato de 8 anos para ministros do Supremo Tribunal. A PEC foi enviada após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dizer que não levará adiante a CPI Lava Toga.

Decisão do Supremo causou embate

A decisão do STF em levantar a apuração levou ao embate tanto membros do Legislativo quanto procuradores, especialmente da Lava Jato.

O ministro Alexandre de Moraes deixou claro que "podem espernear à vontade", pois o inquérito terá andamento. Moraes esclareceu que quem interpreta o regimento do Supremo, é o próprio Supremo Tribunal.

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