O ex-presidente da República, Michel Temer, e o ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, passaram a primeira noite na cadeia após serem alvos da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro, que é conduzida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Nessa operação da Polícia Federal, batizada de "Descontaminação", Temer é suspeito de liderar uma organização criminosa que teria negociado mais de R$ 1,8 bilhão em propina.

Os investigadores conseguiram chegar até o envolvimento de Temer diante do depoimento do dono da Engevix e de conteúdos colhidos sobre as obras na usina nuclear de Angra 3.

Michel Temer se defende através dos seus advogados afirmando que nada foi provado contra ele e que a sua prisão fere o Estado democrático de Direito. A defesa já entrou com um pedido de habeas corpus que será julgado nesta sexta-feira (22).

Noite na prisão

O ex-presidente Michel Temer foi levado para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Nesta sala de 20m², Temer tem um banheiro privativo. Além disso, o local possui um frigobar, ar-condicionado e, em breve, será instalada uma TV.

No momento de sua prisão, o ex-presidente estava em São Paulo. Em seguida, foi levado pelos agentes para o Rio de Janeiro. Já Moreira Franco foi preso próximo do Aeroporto Tom Jobim e ficará detido, pelo menos por enquanto, na mesma unidade prisional que se encontra Luiz Fernando Pezão, ex-governador do Rio de Janeiro.

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Lava Jato Corrupção

Bretas assegurou a Temer os mesmos direitos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decidiu por mantê-lo na Superintendência da PF no Rio. Vale ressaltar que Lula está na Superintendência da PF, em Curitiba, cumprindo pena por Corrupção e lavagem de dinheiro.

Nesta quinta, Temer recebeu a visita do seu amigo e aliado, o ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun. O ex-ministro disse que o ex-presidente está sendo tratado com respeito, entretanto, não concorda com a prisão dele. Temer estaria indignado e surpreso diante da ilegalidade da decisão judicial na qual teria sido acometido, disse Marun.

Esquema ilícito

De acordo com a investigação, Temer é suspeito de atuar como líder de uma organização criminosa, que desviou dinheiro público por mais de 40 anos.

Um outro detalhe levado em questão pelos procuradores, é que os investigados monitoravam todas as ações da PF e, com isso, conseguiam acobertar esquemas corruptos.

As investigações mostram que há fortes indícios de que a reforma feita no apartamento da filha de Temer, Maristela Temer, teria acontecido mediante propina.

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