A audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ocorrida na última quarta-feira (3) terminou em briga e troca de ofensas. Considerada o primeiro teste do ministro Paulo Guedes (Ministério da Economia), a sessão em questão (que durou mais de 6 horas) chegou ao ápice da falta de decoro quando Guedes caiu nas provocações da oposição.

O clima da audiência, que já vinha se deteriorando devido às discussões entre Guedes e a oposição, piorou exponencialmente quando Zeca Dirceu (PT-PR) apontou que Paulo Guedes seria “tigrão” com a população de idosos de baixa renda e aposentados, mas “tchuchuca” com os mais ricos do Brasil.

Esse comentário por parte de Dirceu fez com que Guedes explodisse e reagisse de maneira extrema.

De acordo com vídeos da ocasião, Guedes disse a Zeca Dirceu que não estava ali para ser alvo de desrespeito. Posteriormente, o ministro atacou a mãe e a avó de Dirceu, atribuindo a elas o adjetivo que o deputado tinha usado para classificá-lo.

Situação que levou ao comentário de Zeca Dirceu

As críticas de Dirceu a Guedes se iniciaram quando o deputado questionou os motivos pelos quais o ministro preferiu expor questões relativas à reforma da Previdência antes de expor reformas que influenciassem as classes privilegiadas, como os banqueiros.

Nesse momento, o clima da audiência pública começou a se deteriorar. O presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), precisou colocar um fim à audiência. Isso porque o ambiente estava dominado por gritos e indisposição entre os presentes.

Após o ocorrido, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmera, comentou os fatos, ressaltando que considera desrespeitoso chamar um ministro de “tchuchuca”. Além disso, Maia ressaltou que Guedes tem procurado dialogar com respeito com os deputados, o que tornaria a postura, de acordo com o presidente da Câmara, ainda mais absurda.

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Governo

Outros momentos tensos ocorridos durante a audiência em questão estão ligados à resposta de Paulo Guedes ao deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), que o questionou a respeito da idade necessária para que as empregadas domésticas se aposentem. Guedes se enfureceu pelo questionamento e apontou para o pouco tempo que o Governo de Jair Bolsonaro teve para solucionar os problemas nesse sentido. "Nós estamos há três meses e vocês tiveram 18 anos (de poder) e não tiveram coragem de mudar", disse.

Os deputados, por sua vez, sentiram-se atacados pelas afirmações de Guedes e responderam, aos gritos, ao passo que o ministro apontou estar sendo desrespeitado e que o seu direito de se expressar estava sendo limitado pelos demais presentes na situação.

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