Conforme divulgado pelo site da revista Época, no blog de Carolina Brígido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca uma estratégia ousada para poder sair da cadeia. O petista protocolou um novo recurso para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgue seu pedido de liberdade mediante uma tese criada em 2012, no Supremo Tribunal Federal (STF), com a então ajuda do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o mesmo que no ano passado ordenou a prisão do ex-presidente por corrupção e lavagem de dinheiro.

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Nessa época, Moro trabalhava no gabinete da ministra Rosa Weber e era de responsabilidade dele ajudá-la a elaborar os votos sobre assuntos criminais. Em caráter reservado, ministros da Corte se manifestaram e disseram que a teoria de Moro pode salvar Lula da cadeia, segundo as informações reveladas pela Época.

No tempo do Mensalão, réus que foram acusados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro eram absolvidos deste último crime, conforme voto apresentado pela ministra Rosa Weber.

Um dos réus que acabaram se beneficiando desse parecer da ministra é o ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP). No caso do ex-parlamentar, ele foi acusado pelos dois crimes. O primeiro por ter recebido propina caracterizada de corrupção e o segundo por ter pedido para que sua mulher pegasse o dinheiro, o que foi caracterizado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como lavagem de dinheiro.

Entretanto, o Supremo viu um outro cenário nesse episódio.

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Os ministros defenderam a tese de que não houve lavagem de dinheiro pelo fato dele não ter montado nenhum esquema especial para disfarçar a origem de toda a propina. Essa tese foi construída dentro do gabinete de Weber, na qual Moro fazia parte e conquistou, na época, os magistrados da Corte.

Caso de Lula

Na Lava Jato, o líder do PT foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na ação do triplex do Guarujá. Os advogados do petista batem o pé e dizem que Lula não cometeu lavagem de dinheiro, conforme sentença de Moro.

A defesa se baseou nesse entendimento de 2012 do STF.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgará esse caso, e se os ministros votarem com esse pensamento esperado pela defesa, Lula terá a sua pena reduzida e pode ser, inclusive, transferido para uma prisão domiciliar.

O ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) também está utilizando essa mesma estratégia da defesa do ex-presidente. O processo dele envolve recebimento de propina referente a contratos fraudulentos com a Petrobras.

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Contudo, segundo a reportagem, Cunha tem menos chance do que Lula, já que ele teve dinheiro depositado em sua conta na Suíça.

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