Na última sexta-feira (24), a Justiça concluiu que Adélio Bispo de Oliveira possui doença mental e por esse motivo não irá para a prisão. Adélio foi o autor da facada que atingiu o então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), em setembro do ano passado.

A decisão foi assinada pelo juiz federal Bruno Savino, integrante da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG). Através de uma nota oficial, a assessoria da Justiça Federal informou que Adélio é inimputável devido a uma doença mental que foi comprovada por sua defesa através de um laudo médico.

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Na nota, a Justiça Federal deixa claro que o réu é portador do Transtorno Delirante Persistente, doença que reduz sua capacidade de entendimento do caráter ilícito. Devido à comprovação de sua doença, caso seja condenado ao final do processo, Adélio não será preso no sistema penitenciário, em vez disso será internado em um manicômio judiciário.

Além dos laudos médicos, Savino também disse ter contado com o consentimento da médica psiquiátrica que representa Jair Bolsonaro.

Segundo Savino, a médica também concluiu que Adélio é portador de Transtorno Delirante Persistente.

No entanto, mesmo com a comprovação de sua doença mental, Adélio deverá permanecer no presídio federal até o momento do julgamento. A decisão foi tomada por Savino em comum acordo com o psiquiatra da defesa.

Facada em Bolsonaro

O então candidato à presidência Jair Bolsonaro sofreu um atentado a faca durante campanha eleitoral em Juiz de Fora, Minas Gerais.

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Após ser ferido, Bolsonaro teve que deixar o local escoltado por seguranças e foi encaminhado rapidamente ao hospital, onde passou por uma cirurgia na intenção de conter uma hemorragia.

Na época, Flávio Bolsonaro, filho do atual presidente, disse através do Twitter que seu pai chegou quase morto ao hospital e perdeu muito sangue.

Marco Antonio Villa é demitido da Jovem Pan

Depois de realizar duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro e a membros de sua gestão, como, por exemplo, Ernestro Aráujo, ministro das Relações Exteriores, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), o jornalista Marco Antonio Villa foi demitido da rádio Jovem Pan.

Uma das criticas do historiador aconteceu em março, quando Villa foi contra a ideia de Bolsonaro de liberar o acesso de norte-americanos ao Brasil sem visto.

Sobre o visto, Villa questionou que um americano pode entrar no Brasil sem o documento, mas um brasileiro não pode fazer o mesmo ao tentar entrar nos EUA. Continuando com sua crítica, o apresentador citou uma frase de Eduardo Bolsonaro que disse que o brasileiro que é imigrante clandestino nos Estados Unidos é uma vergonha.

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“Vergonha é você, Eduardo, que põe boné de Trump”, disse.

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