Nessa terça-feira (27), o presidente da República Jair Bolsonaro afirmou que somente aceitará a ajuda financeira para a Amazônia se o presidente da França, Emmanuel Macron, voltar atrás nos insultos direcionados a ele. A ajuda em questão é para o combate dos incêndios ocorridos ao longo da última semana e é proveniente não apenas da França, mas de todos os países que integram o G7.

Quanto aos insultos apontados por Bolsonaro, o presidente destacou que o líder máximo da França havia chamando-o de mentiroso. Além disso, para Bolsonaro, Macron teceu ameaças à soberania da Amazônia quando mencionou um “status internacional” da região.

As afirmações de Jair Bolsonaro acerca dos insultos de Emamnuel Macron aconteceram quando o presidente foi questionado acerca das suas motivações para não aceitar a ajuda oferecida pelo G7. O fato em questão foi mencionado tanto pela assessoria do presidente quanto pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Como resposta a essa pergunta, o presidente da República perguntou se ele havia falado isso. Na ocasião, os jornalistas citaram que a fala havia sido feita por Lorenzoni, bem como pela assessoria. Entretanto, Bolsonaro não admitiu que isso fosse verdade e afirmou ter algumas condições para que uma discussão acerca do aceite do dinheiro fosse feita.

Condições de Bolsonaro

Nesse sentido, o presidente destacou que antes que um diálogo a respeito do dinheiro seja iniciado, Marcon deverá voltar atrás em todos os insultos direcionados a sua figura.

Além disso, o presidente afirmou que também espera que o líder francês volte atrás em sua ideia de que a soberania da Amazônia está “em aberto”.

Jair Bolsonaro ainda destacou que qualquer espécie de diálogo com a França vai ser dotado de boas intenções, mas somente se o presidente francês voltar atrás.

Um dos jornalistas presentes no local ainda tentou persistir na abordagem do assunto e questionou se, caso Macron se retratasse, Bolsonaro estaria disposto a aceitar o dinheiro proveniente do G7.

Entretanto, Bolsonaro disse que somente voltaria a falar a respeito do assunto quando os comentários fossem retirados.

De acordo com o G1, o portal tentou entrar em contato com a Embaixada da França. Porém, a Embaixada escolheu não tecer comentários a respeito das falas do presidente da República.

O presidente brasileiro também teceu algumas críticas a Emmanuel Macron ao longo da semana passada.

Na ocasião, uma crise diplomática entre Brasil e França teve início com as queimadas ocorridas na Amazônia.

Como forma de tentar aplacar o imenso volume de críticas – partidas de líderes estrangeiros e até mesmo de celebridades - em decorrência dos incêndios, Jair Bolsonaro autorizou que as Forças Armadas atuassem no combate dos incêndios.

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