Em entrevista com o presidente Jair Messias Bolsonaro, a revista Veja colheu alguns detalhes das desconfianças do presidente em relação ao atentado que sofreu durante a campanha eleitoral em 2018.

Segundo Bolsonaro, o seu sentimento é de que 70% da esquerda, 20% da direita e 10% de outros interesses tenham armado contra sua vida. Segundo o presidente, o atentado foi motivado pelo sentimento da vingança de outra pessoa que desejava o cargo da vice presidência. Bolsonaro não revelou o nome, mas enfatizou sua desconfiança em relação a um ex-assessor.

Com relação ao ex-garçom Adélio Bispo, o presidente não acredita que tenha sido por motivos de desequilíbrio mental, mas de conspiração contra sua campanha eleitoral.

Segundo informações da revista, apesar de viver cercado por seguranças militares, o presidente dorme com uma pistola carregada ao alcance da mão e outras espalhadas pelos cômodos do Palácio da Alvorada. Seu medo é de que ocorra um novo atentado, já que seu Governo tem “contrariado muita gente".

Segundo informações da revista, Jair Bolsonaro sofre de insônia e por esse motivo suas noites passam por oscilações entre descanso, trabalho e acesso à internet, onde circula pelas redes sociais, conversa com ministro e assessores e resolve questões voltadas ao seu governo.

Na madrugada do dia 14 nada de anormal aconteceu até o momento que recebeu a revista no Palácio dA Alvorada, onde reside, e declarou suas suposições.

Frota menciona Bebianno no Twitter

O assessor de Bolsonaro durante a campanha era o advogado Gustavo Bebianno, que atuava como braço direito de Bolsonaro durante a campanha eleitoral 2018. A defesa de Bolsonaro por parte do ex-assessor ressaltava que os riscos assumidos, o intenso trabalho e o sangue derramado do presidente traria ao Brasil uma nova política econômica que livraria o país das “garras destrutivas da mentalidade boliviriana”.

Com palavras e ações como as citadas acima, Bebianno mostrou seu interesse e satisfação com a vitória de Bolsonaro, não abrindo margem para desconfianças. Só após os escândalos envolvendo candidatos laranjas, a quarentena que sofreu pela comissão de ética e a demissão promovida por Bolsonaro dentre outras notícias é que Bebianno pôde ter passado a ser um dos alvos de desconfiança do presidente, segundo o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP).

Contudo, não se sabe ao certo se as desconfianças do presidente estão atreladas a Gustavo Bebianno, seu ex-assessor, já que o mesmo foi um porta-voz que defendeu o governo Bolsonaro antes, durante, após a campanha e, por fim, a posse da presidência. Mas, que incorreu em erros que o desligaram do governo Bolsonaro durante o ano de 2019.

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