Segundo uma investigação feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, havia recebido repasses de duas pizzarias que seriam comandadas pelo ex-capitão da Polícia Militar e miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega. Atualmente Nóbrega está sendo investigado por fazer parte do Escritório do Crime, um grupo de matadores de aluguel que tem a sua atuação no Rio de Janeiro. Em janeiro deste ano, o grupo passou a ser parte da investigação da Operação Intocáveis.

O Ministério Público informou que, segundo as investigações que foram feitas, os repasses para Queiroz eram em relação aos salários de Danielle Mendonça da Costa, ex-mulher de Nóbrega, e também da mãe do ex-capitão, Raimunda. Da mesma forma como ocorreu com Queiroz, as duas foram empregadas no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), local onde o filho mais velho do presidente da República Jair Bolsonaro foi deputado durante quatro mandatos.

As investigações do MP apontam que as duas haviam recebido R$ 1,029 milhão do gabinete de Flávio, e que deste valor que foi recebido, ao menos R$ 203 mil foram repassados para Queiroz posteriormente.

As informações a respeito destes repasses que foram feitos para o ex-assessor do senador Bolsonaro estão presente no documento que foi divulgado nesta quarta-feira (18), onde também foi solicitada que fosse feita uma busca e apreensão em endereços que tem relação com Flávio.

A investigação

A investigação em questão está sendo comandada por promotores que fazem parte do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção, do Ministério Público do Rio de Janeiro.

O senador também está passando por uma investigação, suspeito de ter criado um esquema chamado de “rachadinha” na época em que ainda era deputado estadual. Esta prática tem como característica o fato de o parlamentar exigir dos servidores comissionados de seu gabinete a devolução de parte de seus salários. No entanto, a defesa de Flávio nega que ele tenha feito parte deste tipo de esquema quando ainda era deputado.

Danielle havia sido nomeada para faze parte do gabinete de Flávio em 2007, e Raimunda, em 2015. De acordo com os investigadores, dois dos repasses que aconteceram vieram das empresas controladas por Adriano, como foi apontado. As empresas em questão eram a Pizzaria Tatyana Ltda, que repassou cerca de R$ 45.330 mil, e o Restaurante e Pizzaria Rio Cap Ltda, que repassou R$ 26.920 mil.

A suspeita do MP agora é de que Adriano seja sócio oculto dos restaurantes apontados. Isso porque formalmente ele não aparece como parte do quadro de sócios do local, mas sua mãe Raimunda é indicada com sócia do negócio.

Os promotores agora investigam se os saques no valor de R$ 202 mil que foram feitos das contas de Danielle e Raimunda foram entregues em mãos a Fabrício Queiroz, para evitar assim que fossem deixados rastros dos repasses para o ex-assessor do senador.

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