Uma nova polêmica povoa o governo, pois, o número 2 da Casa Civil, José Vicente Santini (está no lugar do ministro Onyx Lorenzoni enquanto está de férias) viajou para a India com um jato da FAB (Força Aérea Brasileira).

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não gostou nada sobre o então ministro em exercício Santini ter usado o avião da FAB. Em entrevista para jornalistas na manhã da ultima terça-feira (28), na entrada do Palácio da Alvorada, disse que foi uma atitude inadmissível.

Por outro lado, consta que, como Santini está no cargo de ministro enquanto Lorenzoni está de férias, ele tem o direito de usar a aeronave da FAB.

Mesmo assim, Bolsonaro não gostou nada da atitude do então ministro, por “manchar” a imagem do governo na opinião pública.

Segundo Bolsonaro, esse ato do ministro Santini é um ato inadmissível e ele já tinha sido demitido antes mesmo dele falar com o titular da pasta, Onyx Lorenzoni, mesmo o porquê, já foi decidido por ele (Bolsonaro). Contudo, Bolsonaro ainda disse, que vai conversar com Lorenzoni, que está em férias, para tomar outras providências perante o caso.

O presidente estava se referindo a ida não só da Índia de Santini, mas também porque o ministro em exercício antes foi à Suíça (Davos), onde participou de um Fórum Econômico Mundial.

Santini não viajou sozinho no avião da FAB, estava no avião com mais duas servidoras, Martha Seillier, que é secretária PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), e também a diplomata e assessora internacional, Bertha Gadelha. Esse uso do avião deixou o presidente muito nervoso pelo que isso poderia representar para a imagem do governo e a opinião pública.

Entre 42 voos da FAB, Rodrigo Maia lidera

Janeiro de 2020 só teve 26 dias e 382 passageiros viajaram em voos financiados e coordenados pela FAB (Força Aérea Brasileira) só nesse período. Uma dessas viagens irritou bastante o presidente Jair Bolsonaro e resultou na exoneração do ministro em exercício da Casa Civil, José Vicente Santini.

Segundo informações do jornal Metrópoles, entre o primeiro dia de janeiro até o domingo (26), foram registrados 42 decolagens.

Esses dados, segundo o jornal, são um levantamento do próprio Metrópoles que se basearam em algumas atas de registros dos voos feitos por aviões da FAB. Somente em seis dias (no dia 1º, dia 2, dia 7, dia 11, dia 18 e dia 20) não há nenhum registro de decolagem.

Quem usou mais em 2020 foi o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), com 12 decolagens dos aviões do órgão. Quem ficou em segundo lugar, foi o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, com cinco voos pelo órgão. Nessa lista também tem ainda o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, com 4 decolagens cada um deles.

Também a ministra da Mapa (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Tereza Cristina, fez três viagens.

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