De acordo com informações do jornal O Globo, o começo dessa semana será decisivo para a cidade de Manaus, localizada no Amazonas.

Depois de atingir números de mais de 100 mortos ao dia em decorrência do novo coronavírus, a cidade em questão está passando por um colapso em seu sistema funerário. Devido aos fatos destacados, o prazo estimado para que a falta de caixões seja evitada na cidade se tornou ainda mais apertado.

Segundo o jornal em questão, é possível afirmar eu ainda na última sexta-feira (24) ocorreu uma reunião do sindicato das empresas funerárias do Amazonas. Durante a reunião em questão, foi alertado que o estoque dos caixões disponível na cidade somente poderia atender a alta demanda por um período de dez dias.

Entretanto, devido ao fato de que ainda existiam 600 urnas em estoque, Manuel Viana, o presidente da associação citada, se viu obrigado a refazer essa conta. Porém, comentando sobre a situação em questão, Viana afirmou que esse estoque será suficiente para cerca de cinco dias.

Negociações em duas frentes distintas

É possível afirmar que, de acordo com O Globo, a situação em Manaus está se tornando cada vez mais dramática e negociações sobre a crise descrita estão sendo realizadas em duas frentes diferentes.

A primeira delas é com a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), que está em negociação direta com o Governo federal relativa à cessão de aviões cargueiros que possam realizar o transporte de 2 mil caixões da cidade de Campinas, interior de São Paulo, para Manaus.

Ainda no último domingo (26), a Abredif chegou a encaminhar um ofício detalhando a quantidade e as dimensões dos caixões e está aguardando resposta urgente.

De acordo com Lourival Panhorizzi, presidente da Abredif, caso a operação em questão não seja possível, as urnas deverão ser enviadas através de um caminhão ainda na próxima terça-feira (28).

Entretanto, devido ao fato de que o tempo é bastante sensível, elas podem não chegar a tempo para ajudar na crise, visto que o tempo de transporte é de 11 dias.

Na segunda frente de combate, Manuel Viana afirmou que está tentando ajuda do estado do Acre. De acordo com ele, o governo do estado em questão poderá disponibilizar um avião para buscar os caixões em Campinas e ajudar a contornar a crise em questão.

Segundo as informações do O Globo, o setor funerário não é o único que está em crise atualmente no Amazonas. Devido às altas demandas relativas aos sepultamentos, atualmente a força de trabalho do setor está apresentando sinais de esgotamento, de forma que Viana chegou a pontuar que o cemitério do Tarumã vai abrir nessa segunda-feira (27) já com 40 enterros na fila esperando para serem realizados.

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