Na última segunda-feira (8), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Ministério da Saúde retome o seu método antigo de divulgação dos dados relativos à pandemia do novo coronavírus. Em momentos anteriores, os dados eram divulgados de forma cumulativa, até que isso foi modificado no último domingo (7).

De acordo com informações publicadas por G1, a decisão de Moraes foi tomada após análise de uma ação movida por partidos como o PCdoB, o PSOL e o Rede Sustentabilidade. Após a sua análise, o ministro determinou que a Advocacia Geral da União (AGU) forneça todas as informações que forem necessárias em um prazo de até 48h.

É possível afirmar que durante as gestões de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, o Ministério da Saúde divulgava os dados ligados à pandemia publicando valores totais relativos ao número de mortes e também de pessoas infectadas.

Além disso, a curva de infecção por região do Brasil também era apresentada nos dados citados. Entretanto, na data citada anteriormente, o Governo federal tomou a decisão de modificar a apresentação desses dados, expondo somente os números relativos às últimas 24h.

É possível afirmar que essa decisão foi alvo de uma série de críticas por parte de vários setores da sociedade do Brasil. Além disso, vários membros da classe política de países estrangeiros chegaram a comentar a respeito dos fatos destacados, condenando essa postura por parte da gestão do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Por fim, os profissionais da saúde também consideraram um erro a nova forma de divulgação.

Mais detalhes sobre a decisão de Alexandre Moraes

Assim, Alexandre Moraes afirmou em sua decisão que ficaria determinada a obrigatoriedade de que o Ministério da Saúde voltasse a realizar a divulgação diária dos dados epidemiológicos da Covid-19, inclusive em seu site, apresentando o total acumulado de casos e mortes, da mesma forma como foi realizado até a mudança.

De acordo com Moraes, a gravidade da situação relativa ao novo coronavírus no Brasil exige que as autoridades competentes tomem atitudes no sentido de fornecer apoio e o necessário para a manutenção das atividades do SUS (Sistema Único de Saúde).

Devido à alteração nos meios de divulgação dos do Ministério da Saúde, alguns dos principais jornais brasileiros fizeram um consórcio para informar os números reais da pandemia.

Nesse sentido, participaram da iniciativa citada veículos de comunicação como a Folha de S.Paulo, o UOL, o G1, o Extra, O Globo e também O Estadão.

Conforme as informações veiculadas pelo consórcio, somente na última segunda-feira o Brasil apresentou 849 novas mortes por Covid-19.

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