O governador Camilo Santana (PT), durante entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, falou sobre a união de partidos e defendeu que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PDT) deixe as diferenças políticas de lado para apoiar um "projeto nacional".

Nesta segunda-feira (8), o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), foi o entrevistado do programa "Roda Viva”, da TV Cultura. Durante a sua participação, ele falou sobre os casos de coronavírus no estado e sobre a sua relação com o ex-presidente Lula e Ciro Gomes.

Ele também foi questionado sobre se conseguiria ver uma possível reconciliação entre Lula e Ciro no futuro.

O governador afirmou que desde a redemocratização do país, Lula foi o melhor presidente que Brasil já teve, e que Ciro Gomes é uma das maiores inteligências do país, e que torce e vai fazer o que puder para aproximá-los, principalmente em defesa de um projeto nacional.

Camilo Santana aproveitou para criticar o ex-presidente Lula e o PT, que ainda não aderiram aos movimentos que surgiram contra o Governo de Jair Bolsonaro. Ele ressaltou que nesta posição, o líder petista se mostra equivocado, e defendeu que o Partido dos Trabalhadores faça aliança com outros partidos,e construa um diálogo democrático.

Lula e Ciro não precisam se abraçar, diz Moreira

O economista Eduardo Moreira, criador do movimento Somos 70%, falou sobre a união de Lula e Ciro.

Na sua percepção, para que esta aliança dê certo, não precisa de uma conciliação dos dois líderes da esquerda.

Durante a entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Eduardo Moreira destacou que há uma “percepção errada das pessoas de que o Brasil só vai dar certo quando Ciro e Lula derem um abraço”. Ele ressalta que todos estão unidos, mesmo dentro das diferenças políticas, para defender a democracia e que ambos estão envolvidos em um objetivo comum, que é de se opor ao governo de Jair Bolsonaro.

O movimento foi inspirado pelas últimas pesquisas do Datafolha, que na somatória entre péssimo, ruim e regular daria a soma de 70%, esta foi a linha adotada pelo economista para a criação do grupo. Eduardo diz ser aberto a todos aqueles que sejam contra o governo e ações antidemocráticas.

Lula criticou os movimentos

Três movimentos suprapartidários se uniram contra o governo Bolsonaro e em defesa da democracia. Os manifestos se destacaram principalmente pelas iniciativas na quais unia adversários ideológicos diante dos ataques do presidente Bolsonaro às instituições e a Constituição Federal.

Em meio a isto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi questionado sobre a adesão dele a alguns dos movimentos, se as diferenças entre ele e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) seriam deixadas de lado, e se o Partido dos Trabalhadores iria se unir aos manifestos.

Na ocasião, Lula pediu que o partido analisasse as iniciativas, e na opinião dele a iniciativa pertence a um projeto da elite brasileira, e nos manifestos tinham poucas coisas que interessassem à classe trabalhadora, e pediu cautela aos petistas.

“Sinceramente, eu não tenho mais idade para ser Maria vai com as outras. Eu, sinceramente, não tenho condições de assinar determinados documentos com determinadas pessoas”, afirmou.

Protestos contra Bolsonaro

No último domingo (7), ocorreram manifestações contra o governo Jair Bolsonaro, em defesa a democracia e contra o fascismo e o racismo. As organizações dos movimentos planejam convocar novos atos para o próximo domingo (14).

De acordo com um dos membros da Gaviões da Fiel, do Corinthians, o objetivo é mostrar que a maioria da população está contra as medidas adotadas pelo governo e as ameaças à democracia brasileira.

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