Abraham Weintraub, ex-ministro da educação, foi indicado pelo Governo para a diretoria executiva do Banco Mundial, após ser demitido da pasta, na semana passada. O grupo que o Brasil integra reúne vários países, entre eles Colômbia e Equador. A aprovação de Weintraub deve ser feita por essas nações.

A suspensão da nomeação de Abraham Weintraub para o cargo de diretor-executivo foi solicitada pela Bird (Associação dos Funcionários do Banco Mundial), através de uma carta enviada para o comitê de ética da instituição, nesta quarta-feira (24).

Segundo o documento, as atitudes de Weintraub teriam causado perturbação profunda nos funcionários do Banco Mundial.

De acordo com informações do jornal Extra, a indicação seria suspensa até que a instituição possa analisar as acusações contra o ex-ministro.

A instituição afirma que as atitudes de Abraham Weitraub, como o tuíte em que atribui a culpa da nova pandemia de coronavírus à China, além de acusá-los de dominação mundial, tornariam a nomeação um impasse.

A sugestão da prisão dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), sugerida após acusação de crime de racismo, e seus pronunciamentos contra o direito das minorias, são comportamentos completamente inaceitáveis no Banco Mundial, segundo a Bird. Além da suspensão, foi solicitado que isso fique bem claro ao ex-ministro.

A saída de Weintraub do ministério ficou marcada por sua última ação.

O último ato como ministro foi a portaria que acabava com incentivo as cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência na pós-graduação. Tal ato também não foi bem visto pela equipe do Banco Mundial.

Brasil

A indicação de Weintraub, que claramente causou desconforto e resistência na instituição, foi condenada por diversos clientes do Banco Mundial.

Os funcionários da instituição entendem que mesmo com a negatividade apresentada, a escolha do diretor-executivo compete apenas ao Brasil. Contudo, afirmam que é dever da instituição manter o alto padrão de conduta, integridade e ética, alinhados com sua política operacional, inclusive a política de povos indígenas.

Racismo

O código de conduta do Banco Mundial é extremamente rígido com assédios e qualquer tipo de discriminação, seja religiosa, de classes, nacionalidade e entre outras.

A instituição tem como objetivo eliminar o racismo completamente. Sendo assim expor o racismo, de onde quer que venha, é uma obrigação dos funcionários e dos membros do conselho. O combate ao racismo é visto como posição moral e ética na instituição.

A associação espera que o comitê de ética considere a solicitação e suspenda a indicação de Weintraub até que os fatos citados sejam analisados.

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