O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou das manifestações no domingo (14) contra o STF, e o clima esquentou entre Governo e a corte. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, integrantes do governo pretendem demitir Weintraub para pacificar a relação entre Executivo e Judiciário.

Antes das manifestações, a situação entre o ministro da Educação e o Supremo Tribunal Federal (STF) não estava amistosa, dado que, durante a reunião ministerial de abril, que foi gravada, o ministro critica a corte e dispara ofensas aoministros do STF, chamo-os de "vagabundos". Nas manifestações, sem citar o tribunal, ele voltou a chamar os membros do STF de "vagabundos".

A movimentação por parte de alguns integrantes do planalto para que Abraham Weintraub seja demitido acontece com um gesto de paz à corte. Ainda assim, a demissão não é certa, pois é vista com certo ceticismo por aliados do governo e pelos integrantes do Judiciário.

A sua saída ainda não foi definida pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, pois ele está em busca de uma saída honrosa para Weintraub. A intenção, ao que parece, seria um cargo no Palácio do Planalto ou uma função diplomática no exterior.

Bolsonaro fala sobre Abraham Weintraub

O presidente Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista para a BandNews nesta segunda-feira (15). Durante a conversa ele foi questionado sobre a participação de Weintraub no protesto de domingo.

Bolsonaro afirmou que o ministro não foi "muito prudente" e "nem deu" um "bom recado" ao ter participado do ato.

Bolsonaro disse que Abraham Weintraub não estava representando o governo federal quando decidiu comparecer aos protestos, com isso de acordo com presidente, ele acabou criando mais um problema, na qual ele está tentando contornar.

Ele também ressaltou que apesar dele não ter falado nada de mais, ele não estava representando o governo, mas a si próprio.

Sobre os atos de domingo, Jair Bolsonaro reiterou que não coordena ou convoca manifestações, só participa de protestos pacíficos a favor do seu governo, e completou que a crise entre os dois Poderes foi um resultado de uma "constância em fustigar o governo".

Os constantes ataques de Abraham Weintraub podem inclusive ser prejudiciais ao ministro, que poderá ser preso, e os próprios magistrados do STF acreditam que inclusive isso pode acontecer.

Reunião Ministerial

O clima entre o Planalto e o STF já não estava harmonioso há um bom tempo, em virtude das fakes news direcionadas à corte e dos atos feitos por militantes bolsonaristas.

A situação ficou delicada quando a reunião ministerial do dia 22 de abril foi divulgada, e nela o ministro Abraham Weintraub afirma que, se dependesse dele, colocaria "esses vagabundos todos na cadeia", começando no STF.

O discurso está na gravação da reunião, que se tornou pública no dia 22 de maio, por decisão do ministro Celso de Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estava no âmbito do inquérito que investigava se Bolsonaro teria tentando interferir na Polícia Federal, conforme o ex-ministro Sergio Moro tinha afirmado.

Crime a honra

A decisão do ministro Celso de Mello sobre a manifestação de Abraham Weintraub na reunião ministerial é que supostamente aparenta um crime contra a honra dos ministros do STF.

Desde que assumiu o ministério da Educação, o minitro foi protagonista de várias situações que gerou muitas criticas. Uma delas foi em relação ao novo coronavírus. O ministro usou as redes sociais para afirmar que a China seria a maior beneficiária com a doença, o que não agradou o governo da China.

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