Abraham Weintraub deixou o Ministério da Educação. Nesta quinta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro anunciou a despedida do economista do cargo.

O ex-ministro esteve na cadeira desde abril de 2019. Sua entrada se deu por substituição a Ricardo Vélez Rodrigues. A queda de Weintraub ocorre após a circulação de um vídeo de uma reunião entre ministros, ocorrida no dia 22 de abril, na qual o ex-ministro teria chamado os membros do STF (Superior Tribunal Federal) de vagabundos e teria dito também que os mesmos deveriam ser presos.

O episódio do vídeo levou Weintraub a ser investigado no inquérito das fakes news.

Na quarta-feira (17), o STF negou, por 9 votos a 1, um pedido de habeas corpus apresentado pelo ministro da Justiça, André Mendonça, que tentou retirar do inquérito o nome do ex-ministro.

Polêmicas

Weintraub era um dos principais aliados ideológicos do presidente em seu Governo. As posturas do ex-ministro fizeram sua passagem pela Câmara ser conturbada e polêmica, causando divergências com outros ministros, principalmente os técnicos e também com políticos.

Uma das polêmicas envolvendo Weintraub se deu no último final de semana, no qual ele participou de uma manifestação com apoiadores do governo de Jair Bolsonaro. Como estava sem máscara, levou uma multa de 2 mil reais.

Outra forte polêmica foi a da Medida Provisória 979, que lhe dava autoridade para substituir os reitores de universidades federais durante a pandemia.

A medida gerou diversas notas de repúdio por parte de estudantes e professores. Assim, devido à repercussão nada positiva, a medida foi revogada pelo presidente.

Antes de ser ministro da Educação, Weintraub foi secretário-executivo da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro. Trata-se de um dos cargos mais importantes dentro do Poder Executivo federal.

A saída

A queda de Weintraub se dá em meio ao inquérito das fake news, no qual é investigado pelas ações expostas no vídeo referido acima.

Reações no Twitter

Em sua conta no Twitter, o ex-ministro agradeceu o apoio de Jair Bolsonaro, afirmando ser ele o melhor presidente que o Brasil já teve.

Porém, muitas outras pessoas estão comemorando sua saída.

Entre os comentários mais comuns se vê as reclamações em relação às propostas do ex-ministro. Entre elas a tentativa de suspender a cota de minorias nos cursos de pós-graduação das universidades federais através da PN 545/20.

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