Antes de contrair o novo coronavírus, o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), havia feito comentários homofóbicos ao falar sobre o uso de máscaras de proteção em meio à pandemia da Covid-19. As informações são da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a colunista, que cita como fontes pessoas que visitaram o presidente durante o período de isolamento social, Bolsonaro recusava os conselhos do uso de máscara, afirmando que o uso de tal proteção era “coisa de viado”. Ainda segundo essas fontes, ao perceber que suas visitas estavam tensas, Bolsonaro afirmava que ter medo do vírus era uma grande besteira.

Não parando por aí, as fontes em questão ainda informam que Bolsonaro fazia questão de se aproximar das visitas e cumprimentá-las com apertos de mão.

Durante esta terça-feira (7), Bolsonaro decidiu ir a público para confirmar que seu teste do novo coronavírus havia dado positivo. Ao falar sobre o assunto durante uma coletiva com os jornalistas, ele chegou a retirar a máscara que usava diante da presença dos profissionais.

Homofobia é crime

Durante o mês de junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu equiparar o crime de homofobia ao crime de racismo, previsto na Constituição Federal de 1988.

No caso em questão, os magistrados entenderam que ocorreu omissão inconstitucional do Congresso Nacional brasileiro, visto que não criminalizaram os atos de homofobia e transfobia.

Devido a esse fato, o STF decidiu aplicar a lei do racismo, preenchendo a lacuna vazia que outrora obtinha.

Mesmo com tal mudança, grande parte do público LGBTQI+, até os dias de hoje, ainda não sabe o que podem fazer caso seja vítima de algum crime do tipo.

Planalto nega afastamento de servidores

Em nota, o Palácio do Planalto informou que não orientou o afastamento dos servidores que tiveram contato com o presidente Bolsonaro.

Nesta terça-feira (7), como foi noticiado, o político confirmou que seu teste para a Covid-19 havia dado positivo.

Segundo as informações emitidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), uma pessoa com o vírus possui a capacidade de transmiti-lo durante os seis dias anteriores ao aparecimento dos sintomas.

Bolsonaro informou ao público nesta segunda-feira (6) que estava com febre. Durante a semana passada, o político realizou seus trabalhos normalmente, recebendo visitas e participando de reuniões políticas com autoridades de todo o Brasil.

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