Neste domingo (9), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizou críticas a Rede Globo após o "Jornal Nacional" apresentar em sua edição um editorial sobre a marca de 100 mil mortos pelo coronavírus no Brasil. Durante a edição, Jair Bolsonaro foi indicado como um dos culpados pelo grande número de óbitos, e o telejornal relembrou algumas das declarações realizadas pelo presidente em torno do assunto. Entre as falas mencionadas estavam o dia em que Bolsonaro afirmou que não era coveiro e o dia em que respondeu o número de mortes com "E daí?".

Twitter

Jair Bolsonaro se manifestou sobre a situação em seu perfil oficial no Twitter, e disse que lamentava todas as mortes, porém voltou a criticar o isolamento social implantado em determinadas regiões do país para contenção da pandemia.

Em sua postagem, o presidente não se dirigiu à Rede Globo diretamente, dizendo "daquela grande rede de TV", e a acusou de espalhar o pânico para a população brasileira e ter incentivado a discórdia entre os poderes públicos. Além destas acusações, Jair Bolsonaro voltou a falar da hidroxicloroquina defendida por ele desde o início da pandemia como medicação eficaz contra o coronavírus, acusando a rede de Televisão a desestimular, desdenhar e debochar do tratamento defendido por ele, mesmo sem nenhuma comprovação científica de eficácia.

'Salva-vidas'

O presidente Bolsonaro, que foi contaminado pela covid-19, justifica suas alegações em torno da medicação alegando que ela foi responsável por salvar a sua vida e defende que além dele, ela salvou milhares de pessoas por todo o Brasil.

Bolsonaro afirmou ainda que a desinformação mata muito mais do que a doença causada pelo coronavírus e repetiu um discurso anterior, onde disse que o tempo e a própria ciência vão provar quem estava certo, e que o uso político por parte desta emissora em torno da pandemia é responsável pela quantidade de mortes, atribuindo a marca devastadora de 100 mil mortes a terceiros.

Final de Copa do Mundo

Ainda se referindo à Rede Globo, Bolsonaro finaliza sua publicação acusando a edição do telejornal de festejar o número de mortes de maneira desrespeitosa e covarde, comparando a situação com uma final de copa de mundo. Não satisfeito, o chefe do Executivo ainda acusou a emissora de sentir saudades de governos que a tinham como prioridade no orçamento realizado pela União, alegando que a verba era transferida após recursos de saúde e educação serem sugados pelos governantes.

'Jornal Nacional'

Durante a edição de sábado, os âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos relembraram a falta de ministro da saúde que já dura 12 semanas, e teve cargos abandonados por ministros médicos que lideravam a pasta, julgados por seguir a ciência.

As falas polêmicas do presidente durante os meses de pandemia também foram relembradas assim como a teoria de Bolsonaro de que o coronavírus não passa de uma "gripezinha".

Além de Bolsonaro, governadores e prefeitos foram criticados na edição do jornal, onde a demora para produção e aquisição de novos leitos de UTI foram cobradas.

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