Nesta terça-feira (3) a Polícia Federal recebeu um relatório que apresenta trocas de mensagens realizadas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro e o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

A troca de mensagens apresentada no relatório ocorreu entre 12 e 23 de abril deste ano, período em que Moro ainda era ministro do atual Governo.

Conversas

Em entrevista ao Valor Econômico à época, Sergio Moro declarou que a polícia poderia impor medidas durante a nova pandemia de coronavírus relacionadas à quarentena e isolamento social durante a crise. Foi enviada então uma mensagem do presidente ao ex-ministro no dia 12 de abril.

O presidente Jair Bolsonaro não reagiu bem à matéria e, ao enviá-la para Moro, disse que, se a matéria fosse verídica, os ministros que optam por contrariar o presidente deveriam pedir demissão. "Todos os ministros, caso queira (sic) contrariar o PR, pode fazê-lo, mas tenha dignidade para se demitir. Aberto para a imprensa", disse Bolsonaro na mensagem.

Moro responde a mensagem de Bolsonaro dizendo que não falou com a imprensa e que o que realmente existe é o artigo 268 do Código Penal.

Polícia Federal

O relatório também aponta que foi o atual presidente quem decidiu exonerar Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da PF. O documento diz que no dia 22 de abril a determinação de Bolsonaro sobre a demissão dos que o contrariam acabou se concretizando com a exoneração de Valeixo.

Durante as diversas conversas relacionadas ao assunto, o presidente Jair Bolsonaro disse no dia 22 ao ministro que Maurício Valeixo sairia ainda naquela semana e que cabia a Moro apenas definir como isso aconteceria.

Relatório

O relatório realizado por agentes da Polícia Federal endossa a denúncia realizada pelo ex-ministro sobre a decisão de demissão do ex-diretor-geral.

As mensagens analisadas pela PF foram entregues pelo próprio Sergio Moro para o inquérito que averigua a possível interferência do presidente, indevida aos seus poderes na Polícia Federal. No entanto, Jair Bolsonaro nega as acusações.

Uma segunda mensagem tratando da crise causada pela pandemia da Convid-19 também é citada no documento, no entanto não foi transcrita.

Além das conversas divulgadas do ex-ministro com o presidente, o relatório também averiguou as trocas de mensagem entre Moro e a deputada Carla Zambelli (PSL). Entratanto, os registros já foram quase que em totalidade divulgados pela imprensa brasileira sendo de conhecimento da população.

De acordo com o relatório, não existiam mensagens relacionadas à vida pessoal. A troca se baseava diretamente a assuntos relacionados à gestão governamental.

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