O anúncio realizado na manhã desta terça-feira (1°) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), após uma reunião com a equipe econômica e apoiadores do Governo sobre a extensão do auxílio emergencial, já rendeu reações contrárias de parlamentares da oposição, assim como de centrais sindicais. A redução do valor de R$ 600 para R$ 300 foi repudiada pelos grupos.

De acordo com informações do colunista Leonardo Sakamoto, do UOL, o grupo de parlamentares e sindicatos irá atuar diretamente no Congresso Nacional para tentar modificar a medida provisória do governo e manter o benefício no mesmo valor das cinco primeiras parcelas, de R$ 600 –R$ 1.200 para as mães que são chefes de família e que sustentam seus filhos sozinhas.

Rogério Carvalho

O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), afirmou que o presidente Jair Bolsonaro ganhou popularidade surfando em uma conquista produzida pela oposição e pelo Congresso Nacional que, segundo ele, enfrentou o governo e o ministério de Paulo Guedes para chegar ao valor de R$ 600, quando Bolsonaro não queria ultrapassar um valor de R$ 200.

Rogério Carvalho ainda relata que a extensão no valor de R$ 300 não resolve o problema das famílias que necessitam do benefício e nem auxilia na retomada da economia, que já sofre uma retração.

Pauta

O lídeo do PT no Senado afirma ainda que os grupos sindicais e de oposição farão o possível para pautar a decisão de Bolsonaro e manter o valor inicial até que seja declarado o fim do estado de calamidade pública.

Para o parlamentar, Jair Bolsonaro não tem nenhum compromisso em combater ou evitar a miséria no país e não tem nenhum tipo de apreço pelas vidas.

Marcelo Aro (PP-MG)

Na época em que o auxílio emergencial foi aprovado, o deputado Marcelo Aro, relator do projeto, chegou a contestar a atitude de Jair Bolsonaro publicamente sobre a "paternidade" em torno do auxílio emergencial.

Marcelo intimou Bolsonaro, na época, com a pergunta: "vamos falar a verdade?", e em seguida afirmou que desde o início do projeto o presidente foi contra a matéria relatada por Marcelo e que seu governo não admitia que um valor superior a R$ 200 fosse repassado à população.

Marcelo Freixo (PSOL-RJ)

Marcelo Freixo, deputado federal do PSOL, também se manifestou sobre o assunto e alegou que o governante que afirma que governa por todos, certamente está mentindo para alguém.

Freixo alega ainda que a proposta de Bolsonaro mostra que os mais ricos são prioridade em seu governo.

A política de pagar pouco a classe mais necessitada do país e favorecer os bancos é vista pelo deputado como algo desumano e também inconsequente com a própria economia.

O grupo de oposição acredita que conseguirá arrecadar votos suficientes e lembram que por ser um ano de eleições municipais, deputados devem sofrer pressão por parte dos prefeitos para manter o valor em meio à calamidade pública.

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