Após ter o nome citado pelo Metrópoles de que teria feito uma viagem a Fernando de Noronha com passagens pagas pelo Senado Federal, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) alegou em sua defesa que sua assessoria cometeu um equívoco ao solicitar o reembolso de suas passagens. Sendo assim, o próprio garantiu que irá bancar as suas despesas.

Segundo informações do site, o filho do presidente Jair Bolsonaro teria viajado até a ilha para passar o feriado de Finados acompanhado da esposa. Entre as informações apontadas pelo Senado, consta o reembolso de Flávio com as passagens aéreas no valor de R$ 1.361,19, totalizando em torno de R$ 1.617,66 entre o trajeto de Brasília a Recife (PE).

Flávio Bolsonaro embarcou na última quinta-feira (29)

Após ser questionada pela reportagem do jornal O Globo, a assessoria de imprensa do senador não soube responder ao certo se ele se encontra em Fernando de Noronha. A única informação é que Flávio estava com passagem marcada para última quinta-feira (29) e que pretende retornar na próxima terça-feira (3) de novembro. Ainda de acordo com a informação apresentada pelo assessor do senador, a ideia inicial era que Flávio fosse acompanhado de Jair Bolsonaro para uma viagem oficial ao arquipélago, entretanto durante um imprevisto de última hora, o presidente acabou desistindo da viagem.

Gabinete Flávio Bolsonaro corrige o equívoco

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro não ter se viajado a Fernando de Noronha, informações dão conta de que membros do seu Governo mantiveram a viagem, para dar continuidade aos compromissos oficiais.

Por meio de uma nota lançada na imprensa, o gabinete do senador admitiu um equívoco de solicitar o reembolso ao Senado Federal e fez um requerimento para cancelar a solicitação de reembolso, referindo-se às passagens e diárias do hotel que serão pagas pelo próprio.

Flávio Bolsonaro constantemente recebe escolta policial

Por se tratar do filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador é constantemente escoltado por policiais federais. Em sua viagem a Fernando de Noronha, consta a informação de que Flávio Bolsonaro foi acompanhado por dois seguranças do Senado, totalizando os gastos de R$ 6,5 mil entre passagens e diárias.

Além de Flávio, também viajaram a Fernando de Noronha o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. De acordo com informações do jornal Extra, ele está na ilha desde a última quarta-feira (28), quando teria se deslocado até o arquipélago em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), acompanhado de mais 11 passageiros. Consta a informação que Salles foi até Noronha com o objetivo de manter a agenda oficial do governo até sexta-feira (30). Na viagem também estavam presentes o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e o secretário de Pesca, Jorge Seif.

Fontes próximas ao presidente Jair Bolsonaro garantiram que ele não admite o uso indevido de aeronaves da FAB. No início do ano, o secretário executivo da Casa Civil, José Vicente Santini, foi demitido do cargo após ter viajado até a Índia em uma aeronave da Força Aérea.

No entanto, meses depois, ele acabou voltando a ocupar cargo no governo, desta vez como assessor especial de Ricardo Salles no Ministério do Meio Ambiente.

Ao ser questionado sobre o assunto, Salles respondeu que ficará em Fernando de Noronha até este domingo (1º), quando pretende retornar a Brasília em um voo comercial e que irá bancar suas despesas pessoais. O ministro afirmou ainda que viajou até a ilha com o objetivo de assinar o contrato de concessão do Mirante do Boldró, que deverá ser explorado pela iniciativa privada. O hotel que pertencia ao governo federal ficou fechado por cerca de 20 anos, o terreno do imóvel possuí em torno de 500 metros quadrados. Em princípio, a ideia do governo brasileiro é conceder o imóvel à iniciativa privada, pensando na geração de emprego e renda.

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