Durante visita às obras da Ponte da Integração, que liga o Brasil ao Paraguai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou com a imprensa. Ao ser questionado se pretende ampliar o auxílio emergencial em 2021, Bolsonaro respondeu que perpetuar benefícios é o caminho certo para o "insucesso".

De acordo com o colunista Valdo Cruz, do portal G1, a ala política do Governo tem feito apelos para que o benefício seja estendido por mais dois ou três meses em 2021. A expectativa era que Bolsonaro se manifestasse sobre o futuro do auxílio emergencial após as eleições municipais.

Bolsonaro discursa para operários da obra

Em seu pronunciamento aos operários da obra, Bolsonaro fez questão de ressaltar a ajuda emergencial que o governo brasileiro forneceu à população durante o período de pandemia. Em seu discurso, acompanhado pelo presidente do Paraguai, Mário Abdo Benítez, Bolsonaro disse o seguinte: "ajudamos o povo do Brasil com alguns projetos por ocasião da pandemia. Alguns querem perpetuar alguns benefícios. Ninguém vive dessa forma. É o caminho certo para o insucesso".

O presidente da República também ressaltou que é preciso arrojo para tomar providências ao comentar sobre a extensão de novos pagamentos referente a novos benefícios. A ala política do Palácio do Planalto defende que auxílio emergencial seja estendido por mais alguns meses, até que o Congresso Nacional aprove projetos que garantam a criação de novos benefícios sociais.

Após uma série de debates entre membros do governo com o presidente da República, as negociações acabaram não evoluindo por conta da resistência de Bolsonaro em relação ao assunto. A equipe econômica do ministro Paulo Guedes também havia sugerido a extinção de alguns benefícios com o objetivo de criar um sistema social mais robusto.

Reunião de Bolsonaro com presidente do Paraguai

A reunião entre Bolsonaro com o presidente paraguaio ocorreu no Marco das Três Fronteiras, ponto que determina o limite das fronteiras de Brasil, Argentina e Paraguai. Durante o encontro, parte da comitiva presidencial, inclusive Bolsonaro, não usou máscaras. O presidente paraguaio, por sua vez, foi ao evento usando o item obrigatório, mas acabou tirando para tirar fotos.

O evento também contou com a presença das primeiras damas de cada país, Michelle Bolsonaro e Silvana Abdo, que a partir de agora terão que cumprir agendas paralelas como a visitas a projetos sociais em Foz do Iguaçu. O encontro contou ainda com a presença de ministros, além do prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro (PSD), e do governador Ratinho Júnior (PSD).

Vale ressaltar que esta é a quarta vez que Bolsonaro visita o estado do Paraná. Em sua última agenda de campanha na região, Bolsonaro havia inaugurado uma Central Hidrelétrica, na cidade de Renascença, no sudoeste do estado. Após o evento por volta de 14h, o presidente decolou no avião presidencial rumo a Brasília.

Obra visitada por Bolsonaro é um empreendimento federal

De acordo com informações de Itaipu, o investimento para o levantamento da nova ponte foi avaliado em R$ 463 milhões, considerando a estrutura, as desapropriações e a construção de uma perimetral no lado brasileiro.

O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) explica que as atividades das últimas semanas foi a edificação das pernas do mastro no lado do Brasil, ressaltando que essas estruturas são maiores para que possam ser instalados os cabos de sustentação na ponte. Do lado paraguaio estão sendo construídas as longarinas, instrumentos de metal com 20 metros de comprimento e pesando 60 toneladas.

Ainda de acordo com informações, a ponte contará com uma pista de 3,7 metros de largura em cada sentido, com mais 3 metros de acostamento aliado a calçadas de 1,70 metro. Também vale ressaltar que as conversas para a implantação de uma segunda ponte na Fronteira do Brasil com o Paraguai tiveram início no ano de 1992.

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