Nesta quarta-feira (16), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a postura do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Segundo Maia, o general é um desastre para o Brasil e também para o Governo. Além disso, ele afirmou que Pazuello compromete a imagem do Exército brasileiro com sua “incompetência”.

As críticas de Maia foram feitas para jornalistas, em um café da manhã, na residência oficial da Câmara. Maia afirmou que o ministro da Saúde está indo muito mal na administração do ministério e que se perdeu na gestão da pasta.

O deputado pontuou que neste momento delicado que o país enfrenta a pandemia, da forma como o Ministério está sendo conduzido, quem irá pagar a conta será a sociedade.

Ele ironizou o fato de Pazuello ter sido elogiado e ressaltou que ate o momento ele não apresentou nada de concreto para a vacina.

Rodrigo Maia disse que o general pode prejudicar a imagem do Exército brasileiro por não apresentar nada de organizado para a vacina. Ele ressaltou que o número de casos de infectados do coronavírus é algo alarmante, que precisa de uma articulação elaborada e de melhor qualidade entre governos federal, estadual e municipal.

O deputado também destacou que o Exército pode perder o que conquistou nos últimos anos com a imagem de redemocratização. Ele disse que Pazuello pode ser bom para a logística do Exército, entretanto para o Ministério da Saúde ele é péssimo, "um desastre".

Rodrigo Maia criticou a atuação de Pazuello no mesmo dia em que o Ministério da Saúde divulgou oficialmente o plano nacional de vacinação.

Pazuello fala sobre assinatura de termo para vacina contra Covid-19

Nesta quarta-feira, Pazuello informou que quem tomar vacina emergencial contra a Covid-19 deverá assinar um termo de compromisso assumindo todas as responsabilidades concernentes aos efeitos que a mesma pode apresentar.

O presidente Bolsonaro (sem partido) se mostrou a favor da medida. Entretanto, recebeu críticas de especialistas da área, que afirmaram que a medida dificultará ainda mais o processo de vacinação no Brasil.

Segundo Pazuello, o termo será obrigatório apenas para as vacinas de uso emergencial contra a Covid-19.

Pazuello diz que SUS priorizará todas as vacinas produzidas no país

O ministro da Saúde afirmou que todas as vacinas que são produzidas no Brasil terão prioridade no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele citou como exemplo a Coronavac, que está sendo fabricada pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac.

No mês de outubro, o ministro anunciou a compra da Coronavac, durante uma reunião virtual realizada com mais de 23 governadores. Entretanto, menos de 24 horas após o anúncio dele, Bolsonaro desautorizou a compra do imunizante.

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