Ultimamente, um dos assuntos mais comentados na política brasileira tem sido a possibilidade de abertura de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Da "guerra das vacinas" ao caos da saúde na cidade de Manaus (AM), o governo federal tem sofrido constantes derrotas.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, até líderes dos partidos do chamado centrão passaram a discutir a possibilidade do impeachment do presidente após o caos na saúde em Manaus, que, segundo documentos, contou com omissão do governo federal.

De acordo com o jornal, pesquisas internas dos partidos apontam um aumento da insatisfação da população com o atual governo.

No entanto, a equipe de apoio do Palácio do Planalto acredita que o sucesso de um programa eficiente de imunização pode beneficiar o atual líder do Brasil.

Insatisfação popular

O presidente acredita que o deputado Arthur Lira (PP-AL) possa vencer as eleições para presidir a Câmara dos Deputados. No entanto, segundo a Folha, três presidentes de partidos de centro disseram que, mesmo com a vitória de um parlamentar aliado do presidente, um processo de abertura de impeachment pode ser aberto, a depender do aumento da insatisfação popular.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o cientista político Carlos Melo, professor da Escola de Negócios do Insper, também disse que a eleição de Lira não afasta a possibilidade de um processo de impeachment contra Bolsonaro.

Segundo ele, Lira foi "forjado à sombra de Eduardo Cunha (MDB-RJ)", ex-deputado que liderou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016.

Sendo um causador de inúmeras atitudes e posturas polêmicas, a pressão por seu impedimento no cargo não vem de hoje. Com a pandemia, Bolsonaro vem sendo acusado de crime contra a saúde dos brasileiros.

Defensor da hidroxicloroquina como tratamento preventivo (algo já descartado por pesquisas), o presidente causou muita polêmica com a comunidade científica por defender um medicamento sem eficácia comprovada. Além disso, seu constante desafeto com a imprensa vem também criando um clima hostil ao seu governo.

A realidade é que muitos brasileiros vêm se manifestando de inúmeras maneiras para defender a saída de Jair Bolsonaro do cargo mais importante do país.

Depois da crise de energia no Amapá e da crise hospitalar no Amazonas, o presidente vem sendo apontado como omisso por não se pronunciar sobre o que vem acontecendo no Norte do país.