A maioria dos brasileiros está comemorando a aprovação, ocorrida no último domingo (17), para o uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sempre deixou clara a sua posição sobre a doença, afirmando mais de uma vez que se tratava apenas de uma "gripezinha", e sua contrariedade à aquisição da CoronaVac.

Bolsonaro sobre vacina aprovada no Brasil

Apesar de toda manifestação do presidente Jair Bolsonaro contra a CoronaVac, a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) aprovou no último fim de semana o uso emergencial de duas vacinas no país: a CoronaVac e a de Oxford/AstraZeneca.

Bolsonaro falou sobre o imunizante nesta segunda-feira (18), em sua primeira aparição pública após a aprovação.

Os brasileiros acompanharam nos últimos dias a oposição ocorrida entre Bolsonaro e João Doria (PSDB), governador de São Paulo, quando se tratava da vacinação no Brasil. Ao falar sobra a vacina, o presidente mandou um recado que seria direcionado ao governador, que foi quem deu início à vacinação no país, minutos após a aprovação, em uma enfermeira negra, com comorbidades e que trabalha na linha de frente do combate à doença.

Ao falar sobre o imunizante com os seus apoiadores, na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse: "Está liberada a aplicação no Brasil. E a vacina é do Brasil, não é de nenhum governador não.

É do Brasil". Ele falou também que não tem mais o que discutir sobre o assunto, pois a vacina foi aprovada pela Anvisa. Bolsonaro falou que vai comprar mais vacinas assim que tiver disponibilidade no mercado e que também irá atrás de contratos que foram feitos para trazer mais vacinas ao país.

Vacinação no Brasil

A Anvisa aprovou o uso de cerca de 6 milhões de doses da vacina CoronaVac, que foi desenvolvida por um laboratório da China, o Sinovac.

O presidente tem como um dos seus maiores adversários políticos o governador João Doria e essa oposição piorou quando se tratava em relação à vacina, pelo fato do Instituto Butantã, sediado em São Paulo, ter fechado parceria com a empresa chinesa para fabricar o imunizante no Brasil.

O presidente chegou a questionar por diversas vezes a eficácia da vacina, pelo fato dela ter sua origem na China, mesmo local onde teria surgido o vírus que se espalhou pelo mundo.

O líder chegou a suspender um acordo com o Butantã ao afirmar que não ia comprar vacinas chinesas e que a população do Brasil não seria cobaia de ninguém.

Vale lembrar que a vacina de Oxford teve seu pedido apresentado para autorização na Anvisa feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que tem ligação com o Ministério da Saúde. A aprovação foi para dois milhões de doses, que virão do laboratório Serum, da Índia.

O imunizante foi desenvolvido em parceria pela Unversidade de Oxford, no Reino Unido, e pela farmacêutica AstraZeneca. As doses da vacina de Oxford ainda não estão no Brasil, devido a uma falha nas negociações com o Governo indiano.

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