Polêmicas e crises no Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não espantam mais os brasileiros. Porém, a segunda-feira (29) foi um dia surpreendente até mesmo para os padrões do atual governo. Se a saída de Ernesto Araújo já estava sendo dada como certa, tratando-se apenas de uma questão de poucos dias, a situação do discípulo de Olavo de Carvalho tomou outros rumos quando Araújo comprou briga com a senadora Kátia Abreu (PP-TO) no último final de semana.

Vendo que sua situação havia se complicado ainda mais, o agora ex-ministro das Relações Exteriores tratou de ele mesmo pedir demissão do cargo.

Enquanto as emissoras de televisão e rádio entrevistavam especialistas para analisarem a situação e especulavam quais os nomes que poderiam substituir Araújo, mais uma notícia de demissão de um ministro do governo Bolsonaro foi divulgada.

Os sites de notícias anunciaram a desistência do general Fernando Azevedo e Silva de permanecer no comando do Ministério da Defesa, nenhuma informação além dessa foi divulgada. Entretanto, a jornalista Andréia Sadi, em seu blog no site G1, informou que, na verdade, foi o próprio presidente Bolsonaro quem demitiu o ministro.

De acordo com o G1, fontes do Ministério da Defesa relataram que Bolsonaro deseja fazer uma reestruturação ministerial e pediu a vaga a Azevedo e Silva.

Aliados do próprio ex-ministro da Defesa acreditam que quem assumirá o comando da pasta será um militar, ainda que o nome não tenha sido divulgado, especula-se que Braga Netto, da Casa Civil, é um dos candidatos, e para substituí-lo na Casa Civil iria Luiz Ramos, atualmente ministro-chefe da Secretaria de Governo.

Fernando Azevedo e Silva divulgou nota oficial informando que iria deixar o cargo.

A exoneração ainda não havia saído no Diário Oficial da União (DOU), e não havia no comunicado o motivo da saída do general. Azevedo e Silva havia sido anunciado como ministro já na transição de governo em 2018.

José Levi, que ocupava o posto de advogado-geral da União, foi mais um a deixar o posto na mesma segunda-feira que Ernesto Araújo e Fernando Azevedo e Silva.

Ainda não foi anunciado o nome de quem ficará em seu lugar.

Mais uma baixa no governo

Quem também abandonou o governo Bolsonaro na segunda-feira (29) foi Izabel Lima Pessoa, que deixou o posto de secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC). Izabel ocupava o cargo desde o mês de agosto de 2020, quando entrou para substituir Ilona Becskehazy.

A ex-secretária afirmou que está abandonando o cargo por razões pessoais. Há pouco tempo ela perdeu o marido, que morreu de Covid-19, e esta seria a razão para sua saída do governo. Ela teria dito a amigos que não tem condições emocionais no momento para comandar a secretaria.

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