Na tarde desta sexta-feira (23), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), esteve em Belém, capital do Pará. O político participou de evento que marca a entrega simbólica de mais de 450 mil cestas básicas a famílias carentes de vinte seis municípios paraenses. A iniciativa faz parte do Programa Brasil Fraterno.

Bolsonaro e o fechamento do comércio

Não é de hoje que o presidente se diz contrário às medidas restritivas para o combate ao coronavírus, que foram tomadas em estados, municípios brasileiros e até em outros países. O Brasil tem registrado constantemente mais de três mil mortes por dia e se aproxima das 400 mil mortes desde o início da pandemia.

No discurso em Belém, Bolsonaro mostrou insatisfação com as medidas.

"Fizemos um grande movimento aqui nesse estado. Hoje, nós temos do nosso lado muitos deputados que estão imbuídos de buscar meios para ajudar o país a crescer. A voltar ao seu nível de emprego. E nesse momento, colaborar com aqueles que perderam muito ou quase tudo por ocasião da pandemia. O Governo federal, fique bem claro, não mandou fechar comércio, não apoiou a política do 'fique em casa a economia a gente vê depois'. Não destruiu empregos. Muito pelo contrário. Sempre falou que tínhamos dois problemas pela frente: o vírus e o desemprego. Lamentavelmente como efeito colateral da política de destruição de empregos, fique em casa, lockdown, toque de recolher, entre outras coisas, cresceu a massa de pessoas que nada mais tem ou quase nada mais tem e precisa do estado no momento difícil como esse.

Essa passagem por aqui, como tivemos há pouco em Manaus também, visa colaborar com aqueles mais necessitados, através de vários ministros que integram nosso governo para atender a essas pessoas. É um momento de humanidade para com essas pessoas. Onde a gente vê que infelizmente aqueles que retiraram os empregos não fazem quase nada por aqueles que foram desempregados no seu estado", criticou.

Vacinação

Sobre o ritmo da vacinação no Brasil, o presidente elogia os trabalhos. Cerca de 15% da população já recebeu ao menos uma dose da vacina.

"O nosso Brasil, tirando aqueles países que produzem a vacina, é o que mais vacina em números absolutos em todo o mundo. Isso é um trabalho que vem lá de trás do general [Eduardo] Pazuello à frente do Ministério da Saúde, que fez o dever de casa lá atrás, e não comprou [a vacina] o ano passado, praticamente, apenas fez muitos contratos porque precisava passar pela Anvisa.

Seria uma irresponsabilidade do governo despender recursos para algo que ninguém sabia o que era ainda porque não estava no mercado", explicou.