A presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputada federal Gleisi Hoffmann fez uma live no seu canal do YouTube no final da tarde desta segunda-feira (17). Ela comentou a respeito de alguns assuntos que estão em pauta em Brasília.

CPI da Covid

A petista falou sobre a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que será retomada nesta semana. A comissão do Senador Federal apura eventuais omissões ou crimes do Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no enfrentamento da pandemia do coronavírus. "A CPI tem sido um espaço para se comprovar cabalmente que Bolsonaro, por ação ou omissão, não enfrentou a pandemia como devia, ou seja, não tomou as medidas corretas que deveria tomar, e as que tomou foi exatamente ao contrário daquilo que pregava a OMS [Organização Mundial da Saúde], daquilo que diziam os cientistas, das medidas sanitárias necessárias", criticou.

Para Gleisi, a comissão no Senado tem trazido dor de cabeça para o presidente da República. "A CPI da Covid está desestabilizando Bolsonaro, ele anda bem nervoso. O filho dele [senador Flávio Bolsonaro] fazendo ataques ao Renan Calheiros [senador relator da CPI], fazendo ataques a oposição. E ele [Bolsonaro] muito desequilibrado", pontou.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada no último dia 13, a aprovação de Bolsonaro atingiu sua pior marca desde o início do governo (24% de aprovação). De acordo com a petista, isso também é motivo de preocupação por parte do presidente. "E outra coisa que desequilibrou Bolsonaro foi a pesquisa do Datafolha da semana passada, que mostra que ele tesá perdendo apoio popular.

Aliás, ele é, na avaliação dos dois primeiros anos de mandato, do primeiro mandato, o que tem a segunda pior avaliação. Antes dele, só o Collor teve uma avaliação assim, teve mais de 60% de desaprovação. Então, Bolsonaro está muito nervoso com tudo isso. E aí basta ver que ele está reagindo", disse.

Auxílio Emergencial

Gleisi Hoffmann afirma que a oposição tem trabalhado no Congresso Nacional para tentar retomar o pagamento do auxílio emergencial no valor de R$ 600, como era em 2020.

Neste ano, o benefício está sendo concedido com valores praticamente cortados pela metade. "Cuidar do povo que é bom mesmo, nada né, gente? O auxílio emergencial ele não vai mexer. Nós estamos com um projeto já tramitando na Câmara dos Deputados, e outro no Senado, e não conseguimos pautar, porque a base do Bolsonaro não deixar pautar.

Bolsonaro não quer o auxílio de R$ 600. Ele diz que não tem dinheiro. Mas para pagar R$ 3 bilhões de emendas para parlamentares ele tem e está fazendo isso", esbravejou.