O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, concedeu entrevista no final da tarde desta sexta-feira (30) para fazer mais um balanço das ações do Governo federal no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Pela manhã, a equipe do ministério participou de uma vídeo conferência com membros da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Ministro crê na redução dos números de mortes

O Brasil atingiu a macabra marca de 400 mil mortes em virtude da Covid-19 nesta semana. Em 2021 foram registradas mais baixas pela doença do que em todo o ano de 2020. Em comparação, no ano passado morreram 194.949 pessoas, diante as mais de duzentas mil perdas deste ano.

Mesmo nesse cenário ruim, o ministro acredita em uma melhora a partir de agora.

"Nós sabemos que ainda temos um ambiente epidemiológico grave com muitos óbitos, mas já há uma tendência de queda nessa média móvel de óbitos, o que tem diminuído a pressão sobre o nosso sistema de saúde. Mas a mensagem é que nós não podemos relaxar. Não só em relação a assistência, como em relação as chamadas medidas não farmacológicas, eu tenho reiterado, desde o primeiro dia que assumi o ministério, sobre a importância do uso das máscaras, da higiene das mãos, do distanciamento social adequado", disse.

Novo aporte de vacinas

Marcelo Queiroga disse pela manhã no debate com a OMS que é possível vacinar toda população brasileira em 2021, além de afirmar a contratação de 500 milhões de vacinas.

Na fala, desta tarde, ele comunicou a entrega de imunizantes do consórcio Covax Facility ligado a Organização Mundial da Saúde.

"Outro ponto é a chegada das vacinas do consórcio Covax Facility da OMS. Nós sabemos que o Brasil fez uma popção por cobertura de 10% da sua população vacinas do Covax Facility. Teremos nesse final de semana a chegada de quatro milhões de doses das vacinas da Astrazeneca oriunda do Covax Facility", informou.

O ministro ainda disse que ao todo são dezessete milhões de vacinas que estarão disponíveis num intervalo de seis dias, entre essa semana e a próxima. Dia 28 de abril: 5,1 milhões de doses; 29 de abril: um milhão, 30 de abril: 6,9 milhões, 1º de maio: 220 mil, 2 de maio: 3,8 milhões doses.

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem sido alvo de críticas, sendo acusado de demora na aquisição das vacinas.

Em meados do ano passado, o presidente chegou a desdenhar de alguns imunizantes, em especial a Coronavac, produzida na China, e que atualmente, é a vacina mais aplicada em solo nacional. O presidente sempre rebate as acusações, afirmando que o Brasil está entre as nações que mais vacina a população.

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