Fernando Haddad (PT) foi o entrevistado deste sábado (1º) do quadro 'GPS Político' de Gabriela Prioli. A comentarista tem esse quadro no seu canal do Youtube, onde conversa com personalidades a respeito de sua posição no espectro político.

O petista, convidado para o bate papo, é professor, doutor em Filosofia, ex-ministro da educação, ex-prefeito de São Paulo, e disputou a eleição presidencial de 2018, quando foi o segundo mais votado com 47 milhões de votos. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, hoje sem partido e na época do PSL, obteve 57 milhões.

Sou 'social libertário'

Sempre no começo de suas entrevistas, a comentarista indaga o convidado de como ele se situa quanto a denominação política. "Eu me considero um socialista libertário (...) O social democrata, por sua vez, observando a experiência histórica, ele sabe que o mercado não resolve. Problemas, como por exemplo a extrema-pobreza, problemas como saúde pública, saúde universal para todo mundo. Ele sabe que educação é um bem que deveria ser oferecido para todos os cidadãos independentemente da cor, do credo, da orientação sexual, não importa quem. Então o social democrata, ele concorda em que o princípio da redistribuição da riqueza deva ser observado também justamente para corrigir falhas de mercado", disse.

Haddad continuou sua explanação explicando sua posição. "Por que [social] libertário? Porque eu não concordo com soluções autoritárias de nenhuma natureza. Então, é pra deixar claro que eu estou fora de qualquer projeto autoritário. Por menor que seja o autoritarismo, ele viola pra mim um direito fundamental do ser humano, que é o respeito a sua liberdade.

O respeito a liberdade de cada indivíduo. Então, para mim isso é um valor sagrado", afirmou.

Atual momento da política

Para Haddad, a polarização e os corriqueiros desentendimentos entre os poderes foram fomentados após a eleição de Dilma Rousseff. "A partir de 2014, quando você põe resultado da eleição em dúvida, você desarruma a casa.

Acho que infelizmente nós cometemos um erro grave em 2014, que foi desarrumar a casa: a casa democrática: 'olha, não aceito o resultado', pontou.

A polarização entre esquerda e direita tem se acirrado nos últimos tempos e num provável cenário para eleição presidencial de 2022, como em 2018, surgem como favoritos nas pesquisas Lula, que recuperou seus direitos políticos, e Bolsonaro.

Como nome de destaque do PT, durante a entrevista, Haddad criticou o governo do atual presidente. "Nós estamos diante de um desafio muito grande no Brasil que é derrotar a extrema-direita, na minha opinião. É um risco para nossa democracia, para nossa sociedade, ser governado por uma pessoa que não cultiva valores democráticos.

Não cultiva tolerância, não cultiva a verdade, nós estamos falando de conceitos básicos, verdade", reclamou.

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