Um rapaz de 24 anos de idade que estava desaparecido desde o dia 31 de janeiro teve seu corpo localizado pela Polícia Civil na região rural da cidade de Taquara (RS), no Vale do Paranhana, na tarde desta terça-feira (18). O jovem identificado como Rodrigo Rosa Santos, que seria morador da cidade de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi encontrado com marcas de disparos de arma de fogo. Segundo a polícia, seu corpo teria sido cortado, queimado e depois enterrado em uma cova rasa na região.

As buscas pelo jovem foram realizadas com a ajuda de cães farejadores. No local foram encontradas diversas cápsulas de espingarda. Familiares da vítima reconheceram o corpo por conta de um relógio que ele utilizava.

De acordo com delegado e diretor do 2º Batalhão de Polícia Metropolitana (DPM), Mario Souza, o jovem encontrado sem vida não possuía nenhum antecedente criminal, mas acabou se envolvendo com membros ligados ao comércio de entorpecentes.

Na madrugada desta quarta-feira (20), a Polícia Civil conseguiu prender dois homens suspeitos de terem cometido o assassinato.

Com eles foi apreendido um revólver calibre 38.

Rapaz teria sido levado para uma festa

Conforme as investigações realizadas pelos agentes desde o início do desaparecimento, o rapaz possivelmente teria sido convidado para uma festa e foi buscado em casa em Canoas por um dos suspeitos apreendidos. Ele teria entrado em um automóvel que foi em direção ao Litoral Norte e nunca mais foi visto. Levado para um sítio em Taquara, o rapaz foi cruelmente torturado, morto e esquartejado.

Envolvimento com traficantes

Thiago Carrijo, delegado titular da Delegacia de Homicídios de Canoas, explicou em uma coletiva o quanto foi perigoso o relacionamento da vítima com os criminosos. “As pessoas do relacionamento dessa vítima têm passagens pela polícia, tráfico de drogas e roubo de veículos”, disse. Ainda conforme Carrijo, os dois suspeitos apreendidos pelos policiais civis ainda trabalhavam pelo tráfico de entorpecentes.

Suspeitos responderão por homicídio qualificado

A polícia ainda não sabe a real motivação do crime, pois alguns detalhes da investigação ainda se encontram obscuros. Os dois suspeitos que não tiveram seus nomes revelados foram presos e encaminhados para um complexo penitenciário da região onde poderão responder pelo crime e homicídio qualificado.

A vítima seria um estudante universitário e atualmente trabalhava na área de atividades publicitárias.

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