As imagens que foram vistas na cerimônia de entrega do Oscar 2019, de boa parte da equipe do filme "Green Book", quando eles subiram ao palco do teatro Dolby para comemorar a vitória na categoria de Melhor Filme, estão sendo encaradas por muitos como a representação de um dos grandes problemas em Hollywood: o racismo.

Na foto, são vistos vários homens brancos sendo premiados por falarem sobre racismo. O filme já vinha sendo alvo de críticas há alguns meses.

A produção conta uma história baseada em eventos reais.

Um pianista negro contrata um motorista, e, entre outras coisas, o filme é acusado de suavizar o segregacionismo dos Estados Unidos na década de 1960.

A produção também é acusada de romantizar o white savior (a figura idealizada do homem branco que resolve os problemas do mundo). O escritor e pesquisador de narrativas africanas, Ale Santos, diz que a situação como é mostrada no filme é como pessoas brancas que viajam para a África e postam fotos nas redes sociais posando com crianças negras.

O escritor diz ainda que filósofos e historiadores brancos há séculos são os protagonistas de toda a história mundial.

Segundo o escritor, o filme "Green Book" reforça esta ideia, e, sob este aspecto, o filme é "decepcionante", como classificou o escritor.

O roteiro original do filme também saiu ganhador na cerimônia do Oscar. O roteiro tem como coautor Nick Vallelonga, que vem a ser filho de Tony Lip, motorista interpretado por Viggo Mortensen.

A trama

Tony Lip é contratado para conduzir o talentoso pianista Don Shirley (Mahershala Ali, ganhador do Oscar de Melhor ator coadjuvante) em uma turnê pela América.

Durante a viagem, Tony Lip revê seus preconceitos, e deixa de ser racista.

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Durante o tempo que passam juntos, o músico e o motorista tornam-se amigos.

A forma leve como o tema foi tratado no filme incomodou o diretor Spike Lee, notório ativista dos direitos dos negros, e que, neste Oscar 2019, participou com o filme "Infiltrado na Klan".

Como forma de protesto, Spike Lee virou-se de costas quando a equipe de Green Book discursou. Minutos depois, declarou para jornalistas que estava do lado certo da história.

Até o próprio Mahershala Ali desculpou-se com a família de Don Shirley, enquanto o diretor Peter Farrely e o produtor Jim Burke, sempre defenderam o filme.

No fim, a trama acabou dividindo opiniões, sobretudo entre ativistas da causa negra e diretores integrantes do filme.

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