Com a expectativa de uma vida longa da população brasileira, cálculo feito pelos estudos sociais para implementar a reforma previdenciária, esqueceram de pontuar que os idosos estão mais doentes, vulneráveis e frágeis. Neste desalinho, é possível ver que os brasileiros estão vivendo mais, embora sua Saúde esteja mais frágil, fazendo com que haja mais investimentos em recursos públicos e privados, é o que aponta a coluna de Cláudia Collucci, publicada nesta terça-feira (26) na Folha de S.Paulo.

O jornal aponta que a sugestão da reforma da Previdenciária, que foi levada para a Câmara dos Deputados, consta que, a partir de 2024, automaticamente, a idade para se aposentar pode ser reajustada com base na alta da expectativa de vida dos brasileiros.

Segundo Collucci, uma pessoa, hoje em dia, quando chega aos 65 anos de idade, ela vive mais ou menos mais 18 anos, isso é chamado de expectativa de sobrevida, e, assim, recomenda o período que a aposentadoria será paga.

Mas, de acordo com a reforma, se houver constatação que essa perspectiva subiu um ano, a idade mínima para se aposentar subirá também, automaticamente.

A jornalista também afirma que o Secretário especial da Previdência e do Trabalho, Rogério Marinho, explica que essa medida é necessária para que o Governo possa investir em melhorias na saúde, saneamento básico, ou seja, em ações que geram custo no aumento da perspectiva de vida da população.

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Jair Bolsonaro Saúde

No entanto, os estudos comprovam que os brasileiros estão até vivendo mais tempo, porém, com uma vida limitada a problemas de saúde. Um exemplo clássico foi uma pesquisa feita na população paulistana nos anos de 2000 e 2010, que revelou que os paulistanos acima de 60 anos ganharam dois anos a mais de sobrevida, mas perderam três anos de vida cheia de saúde.

O que é Sabe?

Em 2018, em São Paulo, a USP divulgou por meio do jornal Folha de S.Paulo os resultados de um estudo chamado Sabe (Saúde, Bem-estar e Envelhecimento), onde segue o envelhecimento das pessoas em São Paulo desde 2000 e provou que os idosos têm chegado à velhice mais doentes dos que os anos anteriores.

O estudo também comprovou que o número de diabéticos de idade de 60 a 64 anos, em 16 anos, aumentou de 18% para 25%, e de câncer de 3% para 8%.

O Sabe ainda comprovou que, de 2000 a 2016, o número de idosos incapazes de realizar atividades básicas, tais como: vestirem-se sozinhos, tomar banho e ir ao banheiro, subiu de 10% para 16%. Já os idosos que apresentam dificuldade em executar atividades regulares, que abrangem fazer compras, cuidar do seu dinheiro, andar de transporte público, o índice subiu de 23% para 36%.

O estudo também demonstrou que há, pelo menos, 110 mil idosos paulistanos em situação de fragilidade, com fadiga, em cadeiras de rodas ou acamados.

Um dos grandes desafios para a saúde brasileira é cuidar desta alavancagem desenfreada do envelhecimento populacional, pois, as pesquisas já revelaram que em 2030 o Brasil terá mais idosos do que crianças. Hoje, os idosos somam 29,4 milhões (14,3% da população) e em 2030 está previsto para que seja 41,5 milhões (18% da população brasileira).

Com tudo isso, o país, ainda não está preparado para esse índice, pois não há uma política voltada à prevenção e educação das fragilidades que acontecem na velhice. Entretanto, segundo a pesquisa do MDA, encomendada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes), diz que 43,4% dos brasileiros aprovam a Reforma da Previdência, enquanto 45,6% desaprovam e 11% não souberam se posicionar.

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