Durante a última gestão, a relação entre Brasil e EUA ficou abalada depois que o site WikiLeaks revelou documentos em que o Governo americano espionava o brasileiro. A presidente do Brasil na época, Dilma Rousseff, era uma das espionadas. Até a Petrobras na época não escapou da mira do serviço secreto americano. Tudo caminhava para que as relações entre os dois países se distancia-se ainda mais.

Com o governo Bolsonaro, a aproximação entre os dois países ficaram mais fortes do que nunca.

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Um exemplo disso é que a Câmara de Comércio Brasil-EUA escolheu Jair Bolsonaro como Pessoa do Ano. A premiação acontece há 49 anos e sempre homenageia um brasileiro e um americano responsável por aproximar a relação entre os dois países. E isso foi um dos motivos que o levou a receber o prêmio. No último ano, o juiz Sergio Moro foi o escolhido.

No comunicado, a Câmara do Comércio Brasil-EUA ressalta os 7 mandatos que o presidente Jair Bolsonaro conseguiu como Deputado Federal do Rio e que ele enfatizou os valores cristãos e da família.

Bolsonaro assinou decreto que facilita a posse de armas no Brasil. (Foto/Reprodução)
Bolsonaro assinou decreto que facilita a posse de armas no Brasil. (Foto/Reprodução)

O que isso significa?

A postura do Brasil no cenário internacional mudou radicalmente, principalmente em relação ao governo americano. Os dois países tem uma relação de aproximação e distanciamento ao longo da história. Agora, o Presidente Jair Bolsonaro e Donald Trump têm visões de governo muito parecidas e isso ajudou nessa aproximação.

Outro ponto em que os dois países também trabalham em conjunto com outros países, principalmente da região, é a crise na Venezuela, que fez com que milhares de venezuelanos fugissem da ditadura do governo Maduro.

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É natural essa aproximação, tendo em vista que o Brasil é o país mais influente da região e qualquer passo, sem consultar o Brasil, pode ser muito perigoso para a imagem americana na região.

Essa relação com os EUA é boa, desde que o governo brasileiro saiba aproveitá-la. Como consequência, a influência brasileira poderia aumentar de maneira significativa, desde que a economia se recupere da queda dos últimos anos e traga ganhos econômicos.

O pior é que o Brasil tem histórico de não aproveitar as boas oportunidades que surgem.

Na era Lula, a economia cresceu vertiginosamente, mas o massivo investimento se destinou às commodities, e não em produtos de valor agregado. O resultado disso tudo, somado aos erros econômicos do governo Dilma, levou o Brasil a pior recessão de sua história. Não devemos olhar o vizinho do norte como um inimigo brasileiro, mas enxergar nele uma oportunidade para alavancar a economia e aproveitar da influência para aumentar o peso do Brasil no âmbito internacional.

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