O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez referência ao AI-5 nesta última segunda-feira (25). Em coletiva de imprensa em Washington, nos Estados Unidos, trouxe o tema de volta ao noticiário, pouco tempo depois de o deputado federal Eduardo Bolsonaro ter feito declaração parecida no programa de Leda Nagle. Guedes afirmou que não é possível alguém se assustar com a ideia de alguém pedir a volta do AI-5 diante de possíveis manifestações de rua no Brasil.

A declaração foi dada após um questionamento sobre os recentes acontecimentos na América Latina em que estão sendo vistas várias manifestações populares que são o resultado da convulsão social ocorrida em alguns países da América Latina, e a uma possível radicalização também no Brasil, que teria como principal motivo a declaração do ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acaba de ser solto e pediu "a presença do povo nas ruas".

Porém, Guedes e o filho “03” de Jair Bolsonaro não estão só nas declarações pouco democráticas, isto tem ocorrido de forma constante no Governo Jair Bolsonaro. Como, por exemplo, o próprio Bolsonaro que afirmou em entrevista concedida ao jornalista José Luiz Datena em março deste ano que não existiu ditadura no Brasil e reduziu aquele período como um regime em que ocorreram alguns "probleminhas". Na ocasião, o presidente determinou que o Ministério da Defesa fizesse "as devidas comemorações" em homenagem ao 31 de março de 1964, data do golpe de Estado no Brasil.

Após fazer reclamações sobre a atuação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) na investigação do caso Adélio Bispo, autor do atentado à faca que Bolsonaro fora vítima, o presidente Bolsonaro afirmou que poderia explicar ao presidente da ordem, Felipe Santa Cruz, sobre o desaparecimento do pai dele na ditadura militar.

'02' e '03'

Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o filho “02” de Jair Bolsonaro, alegou em setembro em uma rede social que as vias democráticas não trariam mudanças rápidas que são desejadas pelo país.

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Jair Bolsonaro Governo

A postagem de Carlos foi alvo de críticas da OAB e de políticos, que entenderam que a frase era uma ofensa ao sistema democrático. A já citada declaração de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o “03”, foi outra dada pelo clã Bolsonaro que causou grande repercussão em diversos setores da sociedade.

Ministros

Após a fala polêmica criada por Eduardo Bolsonaro no canal de Leda Nagle no YouTube, o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, afirmou que não ouviu o parlamentar falar isso, mas “se falou, tem que que estudar como vai fazer”. Na época, Paulo Guedes foi outro que minimizou a declaração do "03".

Homenagem à República

Em uma declaração em comemoração à Proclamação da República, dia 15 de novembro, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez uso das redes sociais para uma exaltação à monarquia. Após o polêmico post, Weintraub protagonizou um bate-boca com um internauta e depois o post foi apagado.

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