Os artistas Bruno Gagliasso, Cocielo e Maria Rita são apenas alguns dos nomes que se uniram a mais de 1.500 criadores de conteúdo, como youtubers e influenciadores de redes sociais para a promoção de uma campanha que visa chamar a atenção do país para conter a pandemia do novo coronavírus. Atila Iamarino é um virologista que também é um youtuber famoso, o especialista divulgou estudos que informam que as mortes só são limitadas quando há uma supressão da circulação das pessoas, como foi feito na China.

"Vamos Parar o Brasil" e "Renda Básica"

Estes são os nomes dos projetos que foram lançados em meio a um debate proposto pelos organizadores Rolandinho do canal do YouTube “Pipocando” e Nilce Moretto que tem os canais: "Cadê a Chave" e "Coisa de Nerd". A ideia dos organizadores para fazer o Brasil “parar” é pressionar o Governo para que seja dado para a população mais carente um auxílio de R$ 300 por pessoa, por um período de seis meses. Desta maneira, autônomos que não trabalham em funções essenciais teriam condições de permanecer em casa.

O site UOL obteve os nomes dos envolvidos no movimento, que é composto por produtores de conteúdo que tem grande audiência, entre os nomes envolvidos está o do youtuber Felipe Neto. Mesmo que para muitas pessoas mais velhas estes nomes sejam desconhecidos, eles possuem alta popularidade entre adolescentes e jovens adultos.

Diretrizes do movimento

O coletivo de youtubers e Famosos de uma maneira geral define como “parcela mais pobre” do povo brasileiro os 77 milhões de pessoas que possuem renda familiar inferior a 3 salários mínimos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes anunciou na última quarta-feira um benefício no valor de R$ 200 para 38 milhões de trabalhadores informais e autônomos (que de acordo com o governo, não constam do Cadastro Único e não possuem benefícios sociais) por três meses. O que daria um gasto total por mês de R$ 15 bilhões. Mas, o ministro afirmou que este auxílio seria recebido pelos trabalhadores na Caixa Econômica Federal e no INSS, porém não explicou como será feito o processo.

O grupo de influenciadores estudou a proposta do governo e apontou os problemas que ela tem e assim, eles se organizaram para criar e impulsionar os dois movimentos ao mesmo tempo. A crítica do grupo diz que para que o governo pudesse fazer uma seleção para decidir quem estaria qualificado para o programa, deveria ter sido feito, do zero, um novo sistema de triagem online, ou obrigar os trabalhadores a ficar em extensas filas para se cadastrarem, o oposto do que deveria ser feito em uma pandemia, afirma o movimento.

Na proposta chamada “Renda Básica”, as residências mais pobres teriam direito a um beneficio mensal que poderia chegar até R$ 1.500, em caso de famílias com dois trabalhadores e três dependentes.

A ideia do grupo é fazer uso das informações que já estão disponíveis no Cadastro Único, como famílias que já estão inscritas nos programas "Bolsa Família" e "Minha Casa Minha Vida".

Os trabalhadores informais e desempregados que estão cadastrados no Número de Identificação Social também receberiam o benefício. O coletivo é apoiado por 51 grupos e entidades. Na lista, constam associações como Coalizão Negra por Direitos, Nossas, Rede Brasileira de Renda Básica, INESC e Instituto Ethos.

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