De acordo com informações do jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense, o desentendimento entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seu ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, em torno do nome de Maurício Valeixo, exonerado do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (24), teria como uma possível explicação um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro.

Gabinete do ódio

O vereador pelo estado do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), teria sido identificado como mentor das fake news contra o Supremo Tribunal Federal (STF) por uma equipe da PF que investiga o caso.

Os agentes da PF encarregados pela investigação garantem que o filho "02" de Jair Bolsonaro é o responsável por ataques ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal.

Desta maneira, com toda esta situação em que a Polícia Federal investiga o filho do presidente, a crise foi instaurada.

O jornalista afirma ainda que existe um processo aberto pelo STF para investigar esta disseminação de notícias falsas. E também é dito na matéria que os policiais da Polícia Federal encarregados pelo caso não vão economizar nas investigações.

A equipe responsável por investigar as notícias falsas contra o Supremo Tribunal Federal também vai apurar quem foram os responsáveis pelo protesto pró-ditadura, que teve a participação do presidente Jair Bolsonaro no último domingo (19), que pediam fechamento do Supremo e do Congresso Nacional, além da volta do AI-5.

Saída de Sergio Moro

O cálculo político que se faz neste momento é que agora com a exoneração de Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da PF, o líder do poder Executivo terá que arcar com as consequências políticas do pedido de demissão de Sergio Moro, que teria afirmado que deixaria o cargo de ministro da Justiça caso Bolsonaro levasse adiante a ideia de demitir Valeixo.

Desta maneira, o presidente Bolsonaro escolheria então pagar o alto preço pela saída do ministro que tem alto índice de aprovação pela população (mas ao mesmo tempo já não conta com a simpatia de Jair Bolsonaro) para proteger seu filho.

Os agentes da Polícia Federal que estão investigando o caso das fake news contra o Supremo e o Congresso teriam provas concretas contra Carlos Bolsonaro, o mentor do "Gabinete do Ódio", como ficou conhecido o grupo de funcionários do Governo que é responsável pelas redes sociais do presidente.

Contudo, com saída de Maurício Valeixo e a entrada em seu lugar de um nome alinhado ao presidente Bolsonaro, o líder do Executivo então poderia intervir na divulgação de eventuais provas.

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