Estreou na Netflix, a produção polonesa “Morte às Seis da Tarde” (2018), um thriller policial dirigido por Patryk Vega, com roteiro de Sylwia Koperska-Mrozinska e Patryk Vega . O elenco conta com: Malgorzata Kozuchowska, Daria Widawska, Katarzyna Bujakiewicz, Maria Dejmek, Andrzej Grabowski, Ewa Kasprzyk, Jacek Beler, Wojciech Kalinowski, Iwona Bielska, Sebastian Stankiewicz, Tomasz Oswiecinski.

Era uma vez

O filme mostra a existência de uma lenda da cidade da Polônia em que o filme se passa a Breslávia. Segundo os eventos mostrados, em certa ocasião uma autoridade da localidade inaugurou a “Semana das Pragas”, em que cada dia da semana exatamente às seis da tarde seria executado alguém que tivesse cometido alguma das seguintes falhas morais/capitais: calúnia; corrupção; degeneração; mentira e opressão.

Esta lenda data do século 18.

A produção de 1h33 mostra nos dias atuais na cidade da Breslávia que um corpo é descoberto costurado na pele de um touro, a partir de então outras mortes parecidas começam a ocorrer. A policial encarregada para desvendar este caso acaba tendo que trabalhar com outra agente da lei de outro setor e juntas elas irão tentar desvendar a ligação entre as vítimas para chegar até quem está cometendo estes estranhos assassinatos.

Seven

A sinopse entrega que o filme “Seven” (1995) de David Fincher é a grande influência da produção polonesa, e em nenhum momento a produção faz questão de disfarçar esta influência, existe até mesmo uma citação ao filme de 1995 com uma sequência que faz referência ao clímax do longa de David Fincher.

Mas esta inspiração nem chega a ser um problema de “Morte às Seis da Tarde” (problema é o que não falta neste filme). A construção dos personagens desta trama é incrivelmente problemática, desde a protagonista até personagens secundários, quase todos não transmitem um mínimo de verossimilhança para o espectador.

Um bom exemplo disto é a figura estranha de um comissário de polícia extremamente caricatural. Nem mesmo a protagonista vivida pela atriz Malgorzata Kozuchowska foge de um certo exagero em sua composição.

Um ponto que a produção tem a seu favor é que ela se passa quase cem por cento durante o período do dia, pois como as mortes estão programadas para acontecer às seis da tarde, faz todo o sentido que sejam mostradas as investigações no período diurno.

O que daria um certo frescor a este tipo de narrativa, pois a maioria das produções do gênero, preferem uma ambientação mais escura e como muitas sequências feitas à noite. Porém, nem isto é muito original, já que o próprio filme protagonizado por Morgan Freeman e Brad Pitt, também já utilizava este recurso. Com a clara intenção de dar agilidade à trama, o filme mostra uma montagem atabalhoada, com cortes abruptos, e peca por não expor claramente ao espectador a passagem do tempo.

Em época de pandemia causada pelo novo coronavírus, muitas produções da gigante do streaming foram canceladas, então a plataforma vem investindo em produções menores, de países sem muita tradição no cinema mundial.

Mas, a grande questão é se realmente vale a pena exibir um produto feito de maneira amadora como é o caso deste filme.

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