A Netflix estreou a segunda temporada de “After Life”, série criada, escrita e dirigida por Rick Gervais, o criador da aclamada “The Office” e também de “Extras” e “Derek”. Assim como a primeira temporada da saga do protagonista interpretado por Gervais, a segunda temporada também tem seis episódios, que em sua grande maioria não chegam aos 30 minutos de duração.

Em time que está ganhando não se mexe

Gervais parece aplicar em sua série a velha máxima usada no futebol ao contar mais um capítulo da saga de Tony Johnson, o jornalista que perdeu há pouco tempo sua amada esposa Lisa Johnson (Kerry Godliman) e vive em um constante estado depressivo.

Em cada minuto de sua vida o protagonista tenta encontrar razões para continuar vivendo, o que o motiva a continuar vivo é ora sua cadela ora seu pai doente que está internado em uma casa de repouso, personagem do ator David Bradley. Mais ao final do dia ele sempre volta para sua casa e assiste aos vídeos de sua esposa que morreu de câncer.

Super poder

Na primeira temporada, Tony não tinha papas na língua, ele usava de seu sarcasmo como uma forma de evitar o sofrimento, então ele se permitia dizer as coisas mais absurdas para qualquer pessoa, mesmo que isso fosse magoar quem estivesse em seu redor. Como foi visto no final da temporada, Tony decide então mudar seu comportamento, e achou uma nova forma de usar o que ele chamou de super poder, ou seja, ele só iria ofender quem merecesse.

O viúvo com tendências suicidas tem a sorte de contar com seus amigos para tentar colocá-lo no rumo, sua mudança se deve muito às pessoas que estão ao seu redor, como seu cunhado Matt (Tom Basden); Anne (Penelope Winton), a simpática senhora que ele conheceu no cemitério, que assim como Tony é viúva e vai sempre visitar o túmulo do ex-marido; Daphine, (Roisin Conaty) a prostituta que se tornou sua amiga e principalmente Emma (Ashley Jensen), a enfermeira que cuida do pai de Tony.

Um dos destaques da série é a galeria de personagens estranhos e caricatos que foram vistos na primeira leva de episódios, um personagem que pode não agradar a todos talvez seja o psicólogo vivido pelo ator Paul Kaye, na primeira temporada ele estava tratando o personagem de Gervais, agora é Matt quem está se tratando com o terapeuta.

O personagem ganhou mais destaque nesta temporada e se já era uma figura bizarra anteriormente, agora ele mostra-se um machista, misógino e egocêntrico que fala as maiores barbaridades. No último episódio da primeira temporada, parecia que Tony daria uma nova chance para o amor ao se relacionar com Emma, mas as coisas não deram muito certo, pois o jornalista ainda não conseguiu esquecer sua falecida esposa.

A relação entre Tony e Emma encontra-se agora em um impasse, pois apesar de gostar da enfermeira, ele ainda se sente como se estivesse traindo a falecida Lisa. Embora tenha momentos bem tristes, a série procura em sua maior parte do tempo tentar extrair alegria da dor que os personagens sentem e sempre tenta deixar uma esperança de que dias melhores virão.

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