A Netflix estreou nesta sexta-feira (17), o filme “Sergio” em que o ator Wagner Moura interpreta Sérgio Vieira de Mello (1948-2003), um diplomata brasileiro, que faleceu em um atentado terrorista no ano de 2003. A atriz cubana, em alta em Hollywood, Ana de Armas interpreta na produção a economista argentina Carolina Larriera. O elenco conta ainda com Bryan F. O’Byrne, Clemens Schick e Bradley Whitford.

A direção do longa-metragem de 1h58 é de Greg Barker, o cineasta já tinha contado esta história em 2009 quando dirigiu o documentário, também chamado “Sergio”, em 2009. Tanto o documentário quanto o novo filme da Netflix foram inspirados no livro “O Homem que Queria Salvar o Mundo” da escritora Samantha Power.

O roteiro do novo filme é Craig Borten e o ator Wagner Moura também produziu o longa-metragem. Ambas as produções podem ser encontradas na Netflix.

A trama

O personagem-título, interpretado por Wagner Moura, é o representante especial do secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), ele é mandado à sede da Organização em Bagdá para fazer a intermediação de um acordo entre os americanos que invadiram o Iraque e a liderança iraquiana. Além de centrar sua narrativa na missão que infelizmente foi a última do diplomata, ainda há passagens suas pelo Camboja e também de sua temporada de três anos como administrador na pacificação do Timor Leste.

Vida pessoal

O filme também mostra o relacionamento de Sérgio Vieira de Mello com a argentina Carolina e ainda relata um pouco do drama do protagonista que tinha dificuldade em se relacionar com seus filhos do casamento com a francesa Annie.

O diplomata era um pai ausente por causa de sua dedicação ao trabalho.

O filme protagonizado por Wagner Moura tem roteiro bem semelhante ao do documentário homônimo. O longa-metragem – assim como o documentário – inicia com a gravação de um vídeo que Sergio fez para a ONU em que recrutava novos funcionários para as missões da Organização, depois a trama avança para o momento em que ocorre o atentado à sede na ONU no Iraque, e a partir das cenas que mostra os escombros em que ele está preso, o filme mostra a trajetória do brasileiro antes de chegar naquele ponto.

O filme mostra algumas das declarações que Sérgio Vieira de Mello deu sobre sua visão de qual é o papel das Nações Unidas no mundo e também quando fez questão de ressaltar qual seria o papel da ONU na invasão americana no Iraque, ou seja, ele quis deixar claro que a organização era independente e não estava a serviço do governo americano.

Neste ponto o filme deixa claro que escolheu um vilão para a trama, o governo americano, que está representado na figura de Paul Bremer (Bradley Whitford) que antagonizava com a visão pacifista de Sérgio na situação problemática.

Romance

Quando o filme parecia que se encaminharia para um drama político, ele dá uma guinada e resolve focar na relação entre o diplomata brasileiro e a economista argentina. Neste ponto, o filme procura suavizar a figura de Sergio, ao não mostrar seu passado de mulherengo, ele teve uma amante no Camboja e se envolveu com Carolina ainda estando casado com a primeira esposa. O documentário de 2009 revela todas estas informações, o que acaba servindo para humanizar o personagem e não querer elevar sua figura como se fosse um mártir, como o filme parece querer fazer.

Projeto pessoal

Wagner Moura foi quem teve a ideia de recontar a história deste brasileiro notável. A Netflix americana logo abraçou o projeto. Além de contar com Ana de Armas, uma atriz em franca ascenção na indústria de Cinema americana, tendo em seu currículo trabalhos com nomes como os cineastas: Denis Villeneuve e Todd Phillips. O ator e produtor brasileiro também levou para a produção o roteirista Craig Borten, que já foi indicado ao Oscar pelo filme “Clube de Compras Dallas”.

Wagner Moura é um ator conhecido pelo seu posicionamento político e defeso dos direitos humanos, em uma época que a democracia brasileira encontra-se tão mal representada, é bem vinda a iniciativa do ator em mostrar uma figura tão importante para a diplomacia do país e que é pouco conhecida do grande público.

Mas o filme acaba não atingindo seu objetivo ao querer mostrar o protagonista como um homem quase sem defeitos, então no final das contas a figura de Sérgio Vieira de Mello e a história do atentado que tirou sua vida acabam sendo mais bem retratadas no documentário de 2009.

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