A mais nova série adolescente da Netflix é a produção americana “Outer Banks”, que tem no elenco: Chase Stokes; Mdelyn Cline; Rudy Pankow; Madison Bailey e Jonthan Daviss. Charles Esten; Adina Porter; Austin North e Drew Starkey. A série é uma criação de Josh Pate; Jonas Pate e Shannon Burke.

A trama

Outer Banks é um conjunto de ilhas estreitas situadas na Carolina do Norte, costa leste dos Estados Unidos. Nesta localidade em que todos se conhecem e é comum usarem barcos para se locomoverem é que vivem os quatro adolescentes inseparáveis que protagonizam a série: John B. (Stokes); JJ (Pankow); Kiara (Bailey) e Pope (Daviss).

Os jovens fazem parte de um grupo chamado Pogues que é o grupo social dos menos favorecidos que vivem na ilha. Os Pogues estão em constante atrito com os Kooks que representam a classe alta da localidade.

Caça ao tesouro

O mote principal da série é a caça ao tesouro perdido que o pai de John B. procurou incansavelmente, até desaparecer no mar. A polícia procurou o pai do protagonista por meses até que finalmente desistiu das buscas, mas seu filho nunca acreditou na morte do pai.

Após encontrar uma bússola que pertenceu ao seu pai depois que eventos sem explicação envolvendo um furacão e um barco naufragado, John B. está disposto a ir até as últimas consequências para encontrar este tesouro e principalmente reencontrar seu pai.

Mas ao longo da série é visto que não só John B. e seus companheiros estão atrás deste tesouro desaparecido, o que irá fazer com que a vida dos adolescentes corra perigo.

A série tem uma produção bem cuidada, com uma fotografia que valoriza os tons quentes, o que é apropriado para o ambiente predominantemente ensolarado em que ela se passa.

O primeiro episódio é narrado pelo protagonista que apresenta cada um dos integrantes do quarteto, o que acabou se tornando um recurso interessante, mas estranhamente foi abandonado ao longo da produção. Mesmo que a série nunca disfarce que sua intenção é ser um produto para o público adolescente, sua premissa tem potencial para atrair outras faixas etárias.

As relações de amizade (e tentativas de romance) entre o quarteto de protagonistas é um dos pontos altos de “Outer Banks”. Também são exploradas as disputas entre os Kooks e Pogues, neste ponto a série perde a oportunidade de aprofundar o tema que é proposto na obra, a desigualdade social, que foi um tema mal desenvolvido na produção adolescente.

Além da desigualdade social, a série também aborda outros temas que acabam por ficar igualmente mal desenvolvidos, como a relação abusiva que o personagem JJ sofre em casa por parte do pai alcoólatra e também mostra como até mesmo os jovens que fazem parte da classe privilegiada da localidade, também sofrem com relacionamentos mal resolvidos com os pais, e recorrem ao uso de drogas.

Mesmo que não seja extensa, a primeira temporada tem dez episódios, a história prolongou demais seu desfecho ao apresentar situações para valorizar a ação da trama. Em seu último capítulo a série deixou pontas soltas para serem resolvidas em uma segunda temporada.

Mesmo que no decorrer da obra tenha se visto situações um pouco absurdas e uma série de escolhas mal feitas pelos adolescentes, até se compreende as escolhas erradas feitas pelos personagens, afinal de contas são adolescentes na casa dos 16 anos. Mas em seu último episódio a série parece que esqueceu que já tinha pedido muita compreensão do público em aceitar determinadas situações e mostrou uma situação extremamente inverossímil.

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