Uma das mais recentes estreias da Netflix é o filme “A Caverna” (Time Trap), um filme de ficção científica com toques de aventura e drama. A produção de 2017 é dirigida por Ben Foster e Mark Dennis. No elenco estão: Brianne Howey, Cassidy Gifford, Olivia Draguicevich, Reiley McClendon e Andrew Wilson.

A trama

A produção mostra um grupo de jovens de uma área remota do Texas. O grupo é liderado por Taylor (Reiley McClendon) e Jackie (Brianne Howey), ambos são estudantes universitários de arqueologia e auxiliares do professor Hooper (Andrew Wilson).

Juntam-se ao casal a jovem Cara (Cassidy Gifford), sua irmã de treze anos, Veeves (Olivia Draguicevich), e Furby (Max Wright).

O grupo sai em busca do professor Hooper, que desapareceu depois de sair em busca dos pais hippies desaparecidos na década de 1970.

Os pais de Hooper estavam em busca de uma fonte da juventude. Assim como o arqueólogo, os jovens também se perdem e acabam indo parar em uma caverna em que o tempo passa de maneira diferente do normal, e eles terão que enfrentar diversos acontecimentos bizarros para saírem desta situação.

Viagem no tempo

Para aqueles que gostam de uma trama que fale sobre distorções no tempo e no espaço a premissa da produção é até interessante, mas o resultado final é mais que decepcionante. O roteiro mostra diversas situações problemáticas para fazer com que aquele grupo de pessoas chegue até a misteriosa caverna do título em português.

O filme passa boa parte do tempo alternando entre uma aventura teen e a ficção científica, até finalmente se decidir pelo último. Mas o que é igual em toda a trama é o seu texto fraco, em que diversas vezes se tentam fazer piadas e nenhuma delas tem graça.

Foram escolhidos para serem os alívios cômicos da trama: Jackie e o blogueiro de 13 anos Furby, e ambos os personagens não têm a menor graça.

Outro grande problema do filme é a fraca atuação de todo o elenco jovem da trama. Um dos momentos mais reveladores da falta de carisma do elenco é quando morre um dos integrantes do grupo, o que era para ser um momento de grande comoção, acaba se revelando frustrante.

Mesmo com um fraco roteiro e interpretações nada inspiradoras o filme consegue entregar uma trama intrigante, os melhores momentos são quando eles estão na caverna e estão tentando entender o que está acontecendo.

Mas chega um momento em que não convence mais a dificuldade que os personagens têm para entender o que está passando.

As coisas então só pioram, quando a trama insere elementos bizarros como hostis homens pré-históricos e um misterioso homem em uma roupa futurista. Talvez quem mais tenha ganhado com esta produção tenha sido o ator Andrew Wilson, intérprete do professor Hooper, que por passar a maior parte do tempo desaparecido, pouco foi visto em tela, sendo poupado de participar de momentos constrangedores da produção.

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