Estreou nesta sexta-feira (14), na Netflix, a produção "Power" (Project Power). O filme é dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman.

Encabeçando o elenco estão Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levitt e Dominique Fishback. O ator brasileiro Rodrigo Santoro, com uma já longa carreira internacional, vive o vilão na trama.

A trama

A produção é uma história de super-heróis que tenta se distanciar do padrão deste tipo de filmes. A trama é ambientada em uma Nova Orleans repleta de violência, pobreza, sujeira nas ruas (referência a Gotham City?).

É neste cenário que vivem a adolescente Robin (Fishback), que para cuidar da mãe doente atua como traficante de uma droga chamada Power.

A pílula dá poderes sobre-humanos a quem a tomar. Porém, cada pessoa receberá um poder diferente e também existe a chance de morrer ao se tomar a droga.

A garota é amiga do policial Frank (Gordon-Levitt), um dedicado policial que atua driblando a lei, ao tomar a droga para impedir a ação de bandidos que se tornam superpoderosos por apenas cinco minutos.

Os acontecimentos acabam levando os dois a se encontrarem com o misterioso Art (Foxx). O ex-soldado é a chave para impedir o tráfico da perigosa substância.

Pós-continuidade

Este é um conceito que privilegia menos uma preocupação em contar uma história do que se preocupar com uma narrativa mais visual e sensorial de uma maneira geral.

Este conceito existe desde a criação do Cinema no final do século XIX.

Mas ele ganhou destaque no século atual principalmente com a obra do diretor Michael Bay.

Assim como em uma obra do diretor da franquia "Transformers", são vistos em "Power" cenas abarrotadas de efeitos visuais, planos de câmeras mais ágeis, sobreposição de imagens em ritmo alucinante.

Desta maneira, a dupla de cineastas desperdiça a oportunidade de extrair de seu talentoso elenco interpretações mais interessantes.

O ótimo Joseph Gordon-Levitt surge logo em sua primeira aparição quase que como um canastrão, praticamente a única boa sequência em que o ator se destaca é em um breve alívio cômico em que ele imita Clint Eastwood.

O mesmo se pode dizer de Jamie Foxx, seu potencial como ator também é mal explorado no longa.

'The Batman'

O roteirista de "Power" é Mattson Tomlin, responsável pelo roteiro do novo filme do Batman do diretor Matt Reeves. Sabe-se muito pouco sobre o novo filme do homem-morcego, porém pelo que o roteirista mostrou no filme da Netflix, é bom ficar com o pé atrás.

'Power II'

É comum neste tipo de produção se pensar em uma franquia, obviamente ainda é cedo para dizer se virão novos filmes deste universo. Mas já existem sites levantando esta possibilidade.

Embora o arco envolvendo o personagem de Jamie Foxx tenha se encerrado, o filme deixa pontas soltas que poderiam ser exploradas em uma sequência.

Seria coerente um segundo capítulo centrado no personagem de Joseph Gordon-Levitt e de preferência, em uma trama em que o ator pudesse demonstrar todo o seu talento.

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