Os assinantes da Netflix no Brasil cada vez mais estão se familiarizando com atores e atrizes de fora do núcleo Hollywood, ou que pelo menos sejam conhecidos por serem falantes da língua inglesa.

A gigante do streaming tem enriquecido seu extenso catálogo com obras originais de diversas partes do mundo.

Sendo assim, o público brasileiro começa a reconhecer na plataforma diversas celebridades de outros países, especialmente da Espanha, por causa de séries como "La Casa de Papel".

A Alemanha é outro país que a empresa tem séries conhecidas do público mundial, como a elogiada "Dark" e "Como Vender Drogas Online".

Agora, a Netflix estreia mais uma produção deste país, "A Penúltima Palavra". A série alemã tem apenas seis episódios em sua primeira temporada, com duração média de quarenta minutos cada.

Observações

A produção é estrelada por atores famosos na Alemanha, o que não irá ter a menor importância para o público do Brasil, pois para a imensa maioria do público, serão rostos desconhecidos.

Dito isto, a série já não irá poder contar com a simpatia do público, pois não irá encontrar rostos conhecidos.

Aliado a isso, ainda há o fato de "A Penúltima Palavra" ser falada em alemão, o que irá fazer com que a imensa maioria dos assinantes a assistam dublada, o que não é o ideal para aqueles que gostam de ouvir a voz original dos atores.

Mas estas características não são impeditivas para que a série seja um produto de alta qualidade, afinal a já citada "Dark" tem as mesmas características citadas anteriormente e isto não a impediu de se tornar um sucesso mundial.

A trama

A série narra a trajetória de Karla, uma mulher que perde o marido no mesmo dia da festa para celebrar 25 anos de casamento.

Com dificuldades financeiras, ela terá que arrumar uma maneira de sustentar a família. Karla vive com o filho de 15 anos e sua filha mais velha volta para casa para ajudar a mãe.

Mais adiante na trama, a protagonista também terá que cuidar da própria mãe. Uma idosa com câncer que é expulsa de várias casas de repouso por causa de seu comportamento excêntrico.

Karla então decide se profissionalizar na profissão de oradora em funerais. Ela passa a trabalhar na mesma funerária que contratou para a cremação de seu marido.

A produção se divide entre comédia e drama, além de flertar com elementos fantásticos, "A Penúltima Palavra" não consegue convencer em nenhum dos caminhos propostos.

Tudo é superficial, as piadas são fracas, as situações são clichês, e quando a trama envereda pelo drama, raramente convence.

Alguns dos melhores momentos acontecem quando a protagonista interage com as famílias que perderam entes queridos.

Essas situações seriam o momento em que a série poderia brilhar. Mas a profundidade dramática que os dramas são abordados é tão rasa quanto um pires.

É mais fácil se emocionar com um episódio do "Chaves" do que com estes dramas. A série ainda sofre com uma montagem terrível, principalmente nos últimos episódios.

A produção extrapola um pouco na duração de seus episódios, geralmente este tipo de série dura algo em torno de meia hora, às vezes até menos.

O que faz com "A Penúltima Palavra" seja ainda mais problemática, pois não foi por falta de tempo que a trama não desenvolveu bem as angústias dos personagens.

A trama não apresenta nenhuma novidade no tema proposto. O que talvez fará com que o assinante acompanhe a série somente para saber como terminará a história.

O público então é recompensado com um gancho estranhíssimo para a segunda temporada.

A própria Netflix tem uma série que fala sobre perdas, "After Life". Esta sim uma série espetacular.

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