A Netflix acaba de se tornar mais uma vítima da cultura do cancelamento promovida pelas redes sociais, ou pelo menos esta é a vontade de muitos internautas.

A polêmica que motivou a campanha de cancelamento da plataforma de streaming se iniciou na última terça-feira (8), quando a empresa divulgou uma cena da produção francesa "Lindinhas" (Mignnones). O filme estreou na quarta-feira (9).

A cena que provocou toda a confusão mostra garotas de onze anos dançando e usando roupas curtas, o que chocou muitas pessoas.

'Cancele a Netflix'

Depois que o vídeo se espalhou nas redes sociais, logo surgiu no Twitter um movimento com a hastag #CancelNetflix, que ficou no primeiro lugar nos trending topics dos EUA.

O filme ainda nem havia sido exibido e já estava sendo cancelado e sua diretora chegou até mesmo a sofrer ameaças de morte.

Algumas pessoas aderiram à campanha de cancelamento do serviço de streaming do "N" vermelho e postaram no Twitter que cancelaram suas assinaturas.

Lindinhas

A produção foi dirigida pela cineasta francesa Maïmouna Doucouré. A estreia mundial do longa-metragem foi no Festival de Cinema de Sundance, em janeiro deste ano. O filme foi laureado com o Prêmio de Direção Dramática Mundial de Cinema.

Mas foi somente depois que a Netflix adquiriu os direitos de exibição da produção que os ataques à empresa começaram.

Para a divulgação da obra, a Netflix utilizou vídeo e pôster diferentes dos que haviam sido divulgados na França.

Então começaram as acusações de que a empresa estava divulgando imagens sexualizadas de crianças.

Também começaram a surgir na internet petições pedindo para que o filme fosse retirado do catálogo. Como resposta, a Netflix somente fez um pedido de desculpas e trocou o pôster

A trama

O filme acompanha a trajetória de Amy, uma imigrante do Senegal de onze anos que passa a fazer parte de um grupo de dança Twerk chamado "Cutties".

Por causa da atividade artística do grupo, a sexualidade de Amy começa a despertar precocemente, e isto vai criar um conflito com a visão conservadora de sua mãe.

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Se por um lado muitas pessoas aderiram à campanha de cancelamento da Netflix, mesmo sem terem assistido o filme, a produção da cineasta Maïmouna Doucouré recebeu críticas positivas de atores e da crítica especializada.

Uma das vozes que se levantaram em defesa da produção foi a da atriz Thessa Thompson, conhecida por sua participação em filmes como "Thor: Ragnarok" e a franquia "Creed", entre outros. Thompson classificou o longa como "um belo filme".

Críticos de cinema também comentaram sobre o filme e ressaltaram que o filme é importante por levantar um debate sobre o tema que a trama aborda.

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