Estreou na última sexta-feira (2), na Netflix, o documentário "As Mortes de Dick Johnson" (Dick Johnson is Dead).

A produção de 90 minutos é dirigida por Kirsten Johnson (de Cameraperson). O roteiro é de Nels Bangerter em parceria com Kirsten.

No elenco estão: Ana Hoffman, Dick e Kirsten Johnson, Kevin Loreque, Vasthy Monpoint, Mary Page Nancy.

Do que se trata

A cineasta Kirsten Johnson teve uma perda na família, sua mãe morreu de Alzheimer. Ainda não recuperada totalmente de sua perda, o pai da cineasta, o psiquiatra Dick Johnson foi diagnosticado com a mesma doença.

Então a diretora decidiu prestar uma homenagem para o pai.

Kirsten decidiu produzir um documentário que encenava diversas situações em que seu pai morria.

Em "As Mortes de Dick Johnson", o público irá ver o senhor de 86 andando tranquilamente pela rua, quando ele tropeça nas próprias pernas e morre ao cair; ainda tem a situação em que ele é atingido por um ar-condicionado, entre outras situações bizarras.

Além de mostrar as encenações da morte de Dick, o documentário também revela como elas foram produzidas, mostrando o trabalho dos dublês.

Mas além das simulações de situações em que o homenageado aparece morrendo, e como essas sequências foram produzidas, o documentário vai além e mostra imagens de arquivo da família Johnson, em que ele aparece com a falecida esposa, já bastante debilitada por causa do Alzheimer.

Além de também mostrar o simpático psiquiatra aposentado visitando uma antiga namorada dos tempos da escola, os dois então conversam e revelam o que sente em relação à proximidade da morte.

Também é visto na obra como aos poucos a vida do pai da cineasta teve quer ser alterada conforme a doença foi progredindo.

Ele deixou de ser um saudável e independente octogenário, o que fez com que ele teve que se mudar de sua casa em Seattle para ir viver sob os cuidados de sua filha Kirsten.

Ela o levou para morar em sua casa na companhia dos netos, todas essas cenas em família são registradas, desde a despedida de Dick da casa em Seattle em que viveu com a esposa e filhos, até os momentos em família em Nova York com Kirsten e os filhos dela.

A morte é encarada de diversas maneiras em culturas diferentes, e o sentimento de perda é diferente para cada pessoa.

A cineasta produziu uma espécie de carta de despedida antecipada para o pai em formato de uma obra audiovisual.

O ponto forte do documentário é apresentar uma situação trágica de forma lúdica, sem quase nunca levar a trama para o drama.

Talvez o momento que pode ser considerado de gosto duvidoso seja nos momentos finais da trama, a diretora leva a brincadeira até um ponto em que o público fica na dúvida se Dick morreu ou não.

Também é mostrada uma cerimônia em que até um amigo de Dick Johnson chora copiosamente por achar que o amigo de longa data morreu.

Mesmo que com possíveis exageros, Kirsten Johnson realizou um documentário divertido que deixa claro o amor que sente pelo pai.

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