O filme "Kadaver", que chegou ao catálogo da Netflix nesta quinta-feira (22), é a primeira produção original da plataforma de streaming vinda da Noruega. A produção do gênero terror foi escrita e dirigida por Jarand Herdal. No elenco, estão Glitte Witt, Thomas Gullestad e Tuva Olivia Remman.

A trama

Leonora (Witt) e Jacob (Gullestad) são pais de Alice (Remman). A trama acompanha a luta pela sobrevivência desta família em um mundo quase apocalíptico.

Eles são sobreviventes de uma catástrofe nuclear –o filme não deixa claro o que aconteceu realmente, se foi um acidente nuclear, um ataque com uma bomba nuclear ou outra coisa.

Este, porém, é um mundo em que a fome assola o planeta.

A ação é passada na maior parte do tempo no período da noite. Um filtro azulado ajuda na composição de um ambiente frio, angustiante e que transmite desolação.

Pode-se até entender que esta espécie de neblina seja uma consequência da tragédia ambiental ocorrida naquela região. O filme, como dito anteriormente, não se preocupa em esclarecer muita coisa, mas isto por si só não chega a ser um problema.

A cidade em que a família vive é surpreendida por um homem que anuncia que em um hotel da localidade haverá um grande evento em que será oferecido além do jantar, uma peça de teatro.

Em uma população que luta pela sobrevivência e morre de fome, fica o questionamento de qual seria o valor do dinheiro, se já não há mais comércio.

A protagonista pede três ingressos para o show e, quando chega a hora do pagamento, ela questiona quanto custa, ao que vendedor pergunta quanto ela tem?

A trama inicia com uma atitude mais afirmativa da personagem Leonora, fugindo do clichê muito comum de que é sempre o homem quem determina os rumos que serão seguidos pelos protagonistas.

O protagonismo da personagem pode ser simplesmente uma pista do que será visto mais adiante na história, ou talvez seja uma crítica aos clichês que colocam sempre os homens como aqueles que irão resolver sempre os problemas.

Mas para dizer a verdade, qualquer tipo de mensagem que "Kadaver" possa querer transmitir, aparenta ser mais obra do acaso do que alguma escolha intencional por parte dos realizadores.

A produção usa e abusa da cartilha dos gêneros terror e suspense: máscaras douradas que dão um aspecto sinistro à trama, um prédio macabro, entre outros elementos que lembram produções do tipo "Jogos Mortais".

Existe pouco espaço para surpreender o espectador, ainda que a revelação do que acontece de verdade no hotel seja chocante.

São deixadas algumas pistas que irão fazer os espectadores desconfiarem de certos elementos e certas pessoas, mas nada que possa fazer a maior parte do público descobrir o que está acontecendo.

Uma dessas pistas que o público recebe logo no início da trama é a informação de que a protagonista trabalhava como atriz. Isto será vital para o interessante desfecho da trama.

Mas, no final das contas, "Kadaver" é somente um filme B.

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