A Rede Globo realizou na noite de sexta-feira (27) o último debate antes do 2° turno. O debate foi marcado pela falta de discussão sobre questões relacionadas ao Rio de Janeiro, ao invés disso, os candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos) e Eduardo Paes (DEM) passaram quase a totalidade do debate trocando acusações. As informações são do site UOL.

Preconceito

Em duas ocasiões, o atual prefeito e candidato à reeleição, Marcelo Crivella, fez referências depreciativas sobre a homossexualidade e a uma entidade religiosa de matriz africana.

O bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, ao falar sobre verbas que foram destinadas ao Carnaval afirmou que seu rival dava dinheiro público para as escolas de samba "porque queria desfilar com chapeuzinho de Zé Pelintra".

Redes sociais

Nas redes sociais, a fala de Crivella sobre a entidade que é associada a religiões afro-indígenas foi considerada como um ato de intolerância religiosa.

A entidade está ligada ao catimbó, que tem origem indígena, e também está ligada a religiões de matriz africana.

Para mostrar indignação com a fala de Crivella, apoiadores de Eduardo Paes e praticantes de religiões que se sentiram ofendidos publicaram fotos de grandes nomes do samba usando o chapéu, o adereço é tradicional no mundo do samba, ele está ligado à figura do "malandro" no Carnaval do Rio de Janeiro.

Fake news

Marcelo Crivella também declarou que Eduardo Paes, se eleito, vai implantar a chamada "ideologia de gênero" nas escolas do Rio.

O termo foi criado por católicos ultraconservadores e encontrou acolhida no Brasil entre lideranças e políticos evangélicos.

Crivella fez a afirmação sem apresentar nenhuma prova do que estava dizendo. Ele foi além e acusou Paes de ter feito do Rio "a capital mundial do turismo g**".

Nas redes sociais, o ataque de Crivella a Eduardo Paes foi considerado como sendo homofóbico, e internautas lembraram a Crivella que homofobia é crime.

PSOL

Crivella espalhou mais esta Fake News no momento em que tentava associar a candidatura de Paes ao PSOL.

Ainda que o partido de esquerda tenha liberado seus integrantes a votarem em Eduardo Paes, este "apoio" é mais uma forma de protesto ao atual prefeito do Rio de Janeiro do que uma união do partido com Eduardo Paes. Tanto o PSOL quanto Eduardo Paes já declararam que não fizeram nenhum tipo de aliança.

A insistência de Marcelo Crivella em associar a ideologia de gênero ao PSOL e a Eduardo Paes não tem dado bons resultados para a campanha de Marcelo Crivella e ainda tem rendido ao sobrinho do bispo Edir Macedo, processos na Justiça.

O site UOL informou que até o momento da publicação da matéria, o candidato Marcelo Crivella não se pronunciou sobre a repercussão de suas falas.

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