A pandemia do novo coronavírus fez com que várias produções que inicialmente estavam programadas para estrearem nos cinemas, fossem direto para o streaming.

Alguns estúdios, por outro lado, estão adiando a estreia de seus blockbusters, enquanto outros arriscaram uma estreia nos cinemas e amargaram uma bilheteria decepcionante.

Um exemplo de filme que havia sido planejado para ser exibido na tela grande é a estreia desta terça-feira (1) na Netflix, "Ava".

A trama

A produção dirigida por Tate Taylor e roteirizada por Matthew Newton conta a história de Ava, vivida pela atriz Jessica Chastain, que também é produtora do longa-metragem, ao lado de Dominic Rustam, Nicholas Chartier e Kelly Carmichael.

A protagonista é uma assassina altamente treinada que trabalha para uma misteriosa organização especializada em eliminar figuras que com certa relevância nos meios políticos, econômicos, além de traficantes de armas, etc.

O filme não deixa claro se esta organização secreta faz serviços para o governo, pois em alguns momentos há diálogos que tentam justificar que as vítimas são pessoas que mereceram morrer, ou se apenas prestam serviços para qualquer um que os contratar.

Há uma peculiaridade em como as vítimas são eliminadas, sempre é construído um cenário que deixa a entender que as pessoas assassinadas morreram de acidentes ou de alguma outra maneira que afaste a possibilidade de ter sido uma execução.

A protagonista é uma das melhores assassinas da organização, mas ela começa a se sentir culpada por estar eliminando pessoas sem saber o que elas fizeram para merecerem tal destino.

O comportamento reticente de Ava é mal visto por Simon, o líder da organização (Colin Farrell), que ordena que ela seja morta, porém um membro do alto escalão da organização, Duke (John Malkovich) tenta fazer, sem sucesso, com que Duke desista de eliminar Ava. A protagonista terá então que lutar pela sua sobrevivência.

Como pode ser notado, o roteiro é dos mais genéricos possíveis, lembrando, por exemplo, algum filme da saga John Wick.

O filme até tenta fugir da falta de imaginação de seu roteiro ao inserir uma trama paralela que ganha tanta importância quanto a trama principal.

E talvez seja este o maior problema do novo filme de ação da Netflix, ao tentar fugir das comparações com a já citada saga John Wick e o filme "Atômica", o filme coloca a protagonista em uma trama que fala sobre os problemas de relacionamento com sua família e seus dramas pessoais, como o vício em álcool.

Para convencer as pessoas a torcer por uma protagonista que é paga para matar pessoas, o roteiro teria que se esforçar muito, o filme então tentou resumir a história da personagem, logo na abertura enquanto os créditos iam passando, era mostrado o passado da personagem, documentos e fotos que mostravam seu alistamento e seu desligamento das Forças Armadas, além de informações sobre seu problema com drogas.

Ação

O filme tem muitas sequências de lutas, e quase todas elas são decepcionantes, as únicas boas lutas do filme, coincidentemente tem o vilão de Colin Farrrell, como um dos protagonistas. O filme termina com um final aberto que dá a entender que os realizadores desejam fazer uma franquia

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