O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve presente no sábado (20) em um evento na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EspCEx), em Campinas (SP), em que se formaram 419 alunos - destes, 37 são mulheres. Na cerimônia, Bolsonaro declarou que algumas pessoas acreditam que ele pode resolver tudo e que, se tudo dependesse dele, não seria esse o regime que nós estaríamos vivendo.

"Alguns acham que eu posso fazer tudo. Se tudo tivesse que depender de mim, não seria esse o regime que nós estaríamos vivendo. E apesar de tudo, eu represento a democracia no Brasil", disse o presidente.

Nunca antes na história

Além da enigmática declaração, Bolsonaro continuou sua fala dizendo que representa a democracia no país e que a imprensa nunca teve “um tratamento tão leal e cortês” e que se alguns pensam de maneira diferente, é porque não estão habituados a ouvirem a verdade, disse o presidente.

Petrobras

O evento ocorreu um dia depois da troca do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Sem dizer o nome da empresa, o líder do Executivo declarou que na próxima semana terá mais. O presidente ainda afirmou que os preços dos combustíveis poderiam estar pelo menos 15% mais baratos, e ele ainda disse que a política de preços da empresa é uma caixa-preta.

Coragem

O morador do Palácio da Alvorada declarou que se causa preocupação na imprensa a troca ocorrida na sexta-feira (19), na próxima semana haverá mais e que não lhe falta coragem para tomar uma decisão “pensando no bem maior para nossa nação”, disse o “corajoso” Bolsonaro.

Democrata

O presidente, que recentemente se declarou um democrata e afirmou que o certo seria fechar alguns veículos de comunicação, ao longo de sua trajetória política como deputado já fez declarações defendendo a ditadura. Ele já sugeriu que fosse fechado o Congresso Nacional e ainda mencionou que gostaria que o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fosse fuzilado.

Em 2020, diversas vezes ocorreram manifestações antidemocráticas junto com Bolsonaro em Brasília, que pediam intervenção militar e o retorno do AI-5 (Ato Institucional número 5), que limitou os direitos civis e é considerado um dos piores momentos da Ditadura Militar (1964-1985).

Desde sua posse em 2018, o autodeclarado democrata Bolsonaro ataca sistematicamente veículos de comunicação e jornalistas.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras elaborou um relatório em janeiro de 2021, que mostrou que no ano passado Bolsonaro e seu entorno promoveram 580 ofensas a empresas de comunicação e profissionais da imprensa.

Daniel Silveira

Na noite de sexta-feira (19), a Câmara dos Deputados votou pela manutenção da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), um dos apoiadores mais dedicados de Jair Bolsonaro. Silveira foi preso em flagrante por publicar um vídeo nas redes sociais em que fazia ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a ministros da mais alta corte do país.

A decisão que levou o parlamentar à cadeia foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes e foi votada pelo colegiado. Os 11 ministros do Suprem decidiram que a prisão é legal e mantiveram a manutenção da prisão de Silveira.

Bolsonaro não comentou o caso.

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